A Juventude Social-Democrata (JSD) dos Açores definiu esta segunda-feira como “insuficientes” as soluções apresentadas pelo Governo Regional para os estudantes açorianos deslocados no continente, por via da pandemia de Covid-19.

“Numa altura em que continuam a chegar não residentes à região, tendo até já sido registado um caso de pessoa infetada a viajar para Ponta Delgada, há estudantes açorianos que ainda não conseguiram regressar a casa”, sublinhou, citado em nota de imprensa, o presidente da JSD/Açores, Flávio Soares.

Um grupo de perto de 150 jovens estudantes açorianos deslocados já fez chegar uma carta ao Governo Regional a pedir agilidade e celeridade na resolução do problema.

Na altura em que o Governo [Regional] lhes pediu para ficarem onde estavam, os nossos estudantes ouviram e cumpriram. Agora que eles lhes pedem para voltar, o Governo não os ouve”, advoga, em jeito de lamento, o presidente dos jovens sociais-democratas dos Açores.

Na semana passada, o Governo Regional dos Açores recomendou aos estudantes açorianos deslocados no continente português que permaneçam onde estão, devido à pandemia da Covid-19, mas disponibilizou apoios ao alojamento e alimentação para situações de carência económica.

O executivo açoriano admite fazer uma reavaliação da situação no dia 30 de abril e, se necessário, “implementar novas soluções”, consoante o evoluir do surto e o número exato de estudantes que pretendem regressar à região, que ainda não está apurado.

“Foi disponibilizado apoio financeiro aos estudantes que pretendem ficar no continente, mas o Governo [Regional] não menciona a materialização do apoio, como e quando será feito, nem se terá em conta o tempo decorrido desde a primeira vez que pediram aos nossos estudantes para se manterem no continente“, sinaliza ainda Flávio Soares, presidente da JSD açoriana.

Até ao momento, já foi detetado na região um total de 100 casos positivos de Covid-19, verificando-se cinco recuperados, quatro óbitos e 91 casos ativos para infeção pelo novo coronavírus. Os casos ativos dividem-se entre as ilhas de São Miguel (58), Terceira (sete), Graciosa (quatro), São Jorge (sete), Pico (dez) e Faial (cinco).

Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 535 mortos, mais 31 do que no domingo (+6,2%), e 16.934 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 349 (+2,1%). Dos infetados, 1.187 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.