Os portos do continente registaram, nos primeiros dois meses do ano, uma quebra de 7,5% no volume de carga movimentada, para 14,2 milhões de toneladas, em termos homólogos, segundo a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Num comunicado, este organismo destacou que o mês de fevereiro isolado registou “um decréscimo de 5%”, de “menor valor do que o contabilizado em janeiro de 2020 (-9,7%)”.

A AMT revelou que “Sines continua a ser o porto que maior influência exerce neste desempenho” com uma quebra de 1,06 milhões de toneladas no período em análise, o que representa uma redução de 13,1% face ao mesmo período de 2019.

Setúbal, Lisboa, Viana do Castelo e Aveiro acompanham esta tendência, traduzindo-se num decréscimo global de 1,33 milhões de toneladas. Leixões, Figueira da Foz e Faro registam ganhos homólogos de, respetivamente, 3,3%, 24,6% e 350,6%, correspondentes a +184,1 mil toneladas, no seu conjunto”, informou o organismo.

Segundo a AMT, as quebras são justificadas “maioritariamente pela carga contentorizada e o carvão em Sines que registam perdas respetivas de 819,1 mt [mil toneladas] e 616,8 mt”, ainda que em Setúbal o carvão também tenha caído, em 17 mil toneladas. Da mesma forma, houve quebras na carga contentorizada em Lisboa (77,1 mt), Setúbal (58,7 mt), Leixões (20,7 mt) e Figueira da Foz (-4,4 mt), segundo os dados divulgados pela AMT.

Por outro lado, o petróleo bruto e os produtos petrolíferos, em Sines e Leixões, e ainda a categoria ‘outros granéis sólidos’, em Aveiro, “foram responsáveis por acréscimos na ordem das 650,3 mil toneladas no seu conjunto”, referiu a AMT.

A análise do regulador mostra que “Sines, embora tenha perdido a maioria absoluta, mantém a liderança com uma quota de 49,6% (-3,6 pontos percentuais face ao período homólogo de 2019), seguindo-se Leixões com 23,2%, Lisboa com 11,6%, Setúbal, que recupera a quarta posição, com 6,9%, Aveiro com 5,9% e Figueira da Foz com 2,3%”.

No que diz respeito ao tráfego de contentores, traduziu-se “numa quebra significativa” de 12%, devido “fundamentalmente”, ao comportamento do porto de Sines, cujo movimento registou menos 47,9 mil TEU [unidade de medida de contentores] do que no período homólogo de 2019, o que corresponde a uma quebra de 16,4%.

Também Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Leixões “contribuíram para esta quebra, registando, no seu conjunto, um recuo de quase 12 mil TEU”, referiu a AMT.

Já no que diz respeito “às escalas de navios de diversas tipologias, os portos em análise registaram nos primeiros dois meses deste ano um total de 1.662 escalas, mais 2,8% face ao período homólogo de 2019”, segundo a AMT.

Os portos de Douro e Leixões observaram o acréscimo mais significativo do número de escalas, com +31, seguindo-se Lisboa com +24, Figueira da Foz com +13 e Faro com +5, tendo anulado os registos negativos de Sines com -15, Setúbal com -5, Viana do Castelo com -4, Portimão -3 e Aveiro com -1″, indicou a entidade.