A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que os números indicam que Portugal está a reagir de forma correta em relação à Covid-19, mas alerta para os perigos de levantar o confinamento demasiado rápido.

Numa conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, Michael Ryan, diretor do programa de emergências sanitárias, embora admitindo não estar a par de todos os dados sobre Portugal, disse que os números indicam que o país agiu de forma correta e que “a boa notícia” é que o ritmo de crescimento da doença está estável.

Creio que [Portugal] agiu de forma racionalmente correta, os números indicam isso”, afirmou.

Tal não significa, advertiu, que a epidemia tenha sido estancada.

A epidemiologista Maria Van Kerkhove, responsável máxima na resposta da OMS à Covid-19, acrescentou, avisando que não se referia só a Portugal mas também a outros países, que é muito bom a estabilização de casos.

Maria Van Kerkhove referiu que é preciso continuar a aprender com outros países, como com alguns países asiáticos que estão a encontrar mais casos de Covid-19, para que não se levantem as situações de confinamento muito rapidamente, o que pode levar a um aumento de casos.

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Mesmo com os sucessos “temos de continuar muito atentos”, advertiu, acrescentando que precisamente porque há uma grande parte da população não infetada “o vírus pode voltar”, pelo que é preciso agir nas medidas (de voltar à normalidade) de forma “lenta e controlada”.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde.