As Forças Armadas podem assumir funções no controlo fronteiriço se as forças atualmente encarregues dessa tarefa — a GNR e o SEF — esgotarem a sua capacidade operacional, noticia esta terça-feira o jornal Público.

A previsão está incluída num estudo efetuado pela Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, organismo dependente do Ministério da Defesa, consultado por aquele jornal.

O documento compara a intervenção das forças militares no combate à pandemia da Covid-19 em vários países. Relativamente a Portugal, diz o Público, há duas situações em que os militares podem ainda ser chamados a intervir: o controlo de fronteiras e o apoio aos hospitais civis.

Em declarações ao Público, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, disse esperar “que essa operação fique em planeamento“.

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“Só quando as forças de segurança esgotarem as suas capacidades se justificará”, disse o ministro. “As Forças Armadas não fazem ações de ordem pública, mas há planos, se necessário for.”

Segundo o estudo citado, Portugal é dos países em que as Forças Armadas têm realizado mais missões de apoio à sociedade civil no combate à pandemia, tendo os militares assegurado ou contribuído em onze missões diferentes em território nacional (incluindo transporte de materiais, ações de desinfeção, distribuição de ajuda alimentar, armazenamento de produtos médicos, montagem de hospitais de campanha e acolhimento de cidadãos em bases militares).

Verifica-se que em Portugal as Forças Armadas estão muito ativas“, diz o ministro Gomes Cravinho. “Temos nas Forças Armadas uma instituição muito preparada, parece-nos que esta aproximação à sociedade civil está ser refletida na opinião dos cidadãos, porque sou interpelado com agradecimentos.”