A bolsa nova-iorquina encerrou esta terça-feira em baixa pela segunda sessão consecutiva, com as cotações do petróleo a continuarem a evoluir a níveis alarmantes para os investidores depois de um descalabro histórico.

Os resultados definitivos indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 2,67%, para os 23.018,88 pontos.

Mais fortes foram as perdas do tecnológico Nasdaq, que recuou 3,48%, para as 8.263,23 unidades, e do alargado S&P500, que desvalorizou 3,07%, para as 2.736,56.

Depois da debandada verificada de segunda-feira no mercado petrolífero, a cotação do barril em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio caiu abaixo de zero dólares, pela primeira vez na sua história, as cotações continuaram esta terça-feira sob pressão.

Os contratos do WTI e do Brent, que é o barril de referência na Europa, para entrega em junho, caíram esta terça-feira respetivamente 43% e 24,4%, devido a uma procura particularmente fraca e à capacidade de armazenagem de reservas em estado próximo da saturação.

Para Art Hogan, da National Holdings, esta situação reflete a situação económica dos EUA, atingidos em pleno pela pandemia do novo coronavírus.

“Isto é o sinal de que vem aí um tsunami de más notícias”, preveniu Hogan, que estimou que a instabilidade nos mercados pode continuar, enquanto o pico da pandemia não tiver sido atingido de forma clara.

O anúncio pelo chefe da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, de um acordo com os democratas para mais um pacote de ajudas a pequenas e médias empresas, de montante superior a 480 mil milhões de dólares (442 mil milhões de euros), não provocou qualquer reação na praça bolsista.

Na frente dos indicadores, as vendas de casa em segunda mão caíram 8,5% em março, em relação ao mês anterior, segundo a Associação Nacional dos Agentes Imobiliários (NAR, na sigla em inglês).