O carvão serviu a humanidade durante milhares de anos, proporcionando aquecimento e, ultimamente, a forma mais barata de produzir energia eléctrica. Mas se é barato e abundante, é também o método mais poluente de gerar electricidade, o que levou a maior parte dos países a acordar o seu abandono como fonte de energia.

O primeiro país a encerrar todas as centrais termoeléctricas a carvão foi a Bélgica, o que aconteceu em 2016 e foi necessário esperar quatro anos para ver a Áustria seguir-lhe as pisadas, para dias depois ser a Suécia a anunciar o fecho da sua última central alimentada a carvão, a Estocolmo Exergi AB Värtaverket, objectivo atingido dois anos antes do prazo pelos responsáveis suecos.

O nosso objectivo é que toda a energia produzida provenha de fontes renováveis ou recicladas”, afirmou o CEO da Estocolmo Exergi, Anders Egelrud, lembrando depois que “esta central (inaugurada em 1989) forneceu aos habitantes de Estocolmo calor, iluminação e electricidade durante anos”.

Kathrin Gutmann, directora da Europe Beyond Coal, organização que visa incentivar a adopção de fontes menos poluentes para a produção de energia, congratulou-se com a decisão da Suécia de “abandonar o carvão na mesma semana que a Áustria”, considerando que se trata de “um bom sinal para a Europa”. E segundo a organização, há mais seis países que vão seguir o mesmo rumo até 2025, com a França a prometer abandonar o carvão em 2022, Portugal e Eslováquia em 2023, Reino Unido em 2024, enquanto Itália e Irlanda pretendem se afastar da mais poluente forma de gerar electricidade em 2025.

Até 2030 juntar-se-ão a Grécia (2028), a Holanda e a Finlândia (2029), a Dinamarca e a Hungria (2030), permanecendo a dúvida sobre quando Espanha, República Checa e a Macedónia do Norte seguirão os restantes países europeus. Com a certeza que a Alemanha apenas o fará em 2038.