A distância entre crianças em creches e amas deverá ser de um metro e meio até dois metros, ou seja, as autoridades de saúde reduziram em 50 centímetros a exigência inicial. A notícia é avançada pela Rádio Renascença que diz ter tido acesso ao documento final já enviado pelo Governo às instituições e profissionais do setor. Este distanciamento deverá ser mantido durante as atividades, que — sempre que possível — devem acontecer ao ar livre, as refeições e a sesta, quando esta existir.

As creches reabrem na próxima segunda-feira, 18 de maio.

Segundo o documento, que a Rádio Renascença atribui à Secretaria de Estado de Ação Social, recomenda-se que os contactos próximos com as crianças sejam evitados ao máximo, devendo ser sempre o mesmo educador a orientar o grupo. Assim, crianças e funcionários devem ser organizados em salas fixas devendo o acesso ao espaço ser limitado ao pessoal que lhe está afeto.

Apesar de recomendar que a higienização das mãos seja feita com frequência, o documento defende que em situação alguma devem ser colocadas máscaras a crianças. Já os adultos devem usá-las sempre, recorrendo também ao uso de luvas quando necessário.

Já sobre o uso das instalações sanitárias, recomenda especial cuidado durante a troca das fraldas e que em momento algum uma casa de banho seja usada por mais do que duas crianças de cada vez. De casa para a creche não devem ser levados nem brinquedos nem roupas ou sacos. As mudas de roupa, duas por criança, devem ser mantidas no estabelecimento de educação e devolvidas em saco descartável fechado aos pais sempre que necessário.

As crianças não deverão usar o calçado da rua no interior das creches, devendo ter calçado apropriado ou meias antiderrapantes. Nas salas, os brinquedos deverão ser reduzidos ao máximos e os não laváveis não devem estar presentes.

Para além disso, o documento orientador citado pela Rádio Renascença sugere que sempre que se possível as crianças não partilhem objetos e que seja garantido material individual para as diferentes atividades.