A Irlanda, que inicia na segunda-feira a primeira fase de levantamento do confinamento decretado a 28 de março, prevê fazer 15 mil testes de controlo diários e completar em três dias o rastreio de 90% dos casos positivos.

O diretor do serviço de saúde da Irlanda (Health and Safety Executive, HSE), Paul Reid, disse que se realizaram até esta quinta-feira 270 mil testes à Covid-19, o que corresponde a 5% da população do país (4,7 milhões). O responsável assegurou que a Irlanda tem estado “ao nível mais alto entre os países europeus em relação à quantidade de testes realizados”, depois de “dificuldades significativas” no início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, realizando atualmente até 12 mil testes por dia.

O novo plano, a aplicar a partir de segunda-feira, tem metas de “qualidade e tempo” definidas para cada fase, relativas ao período entre a prescrição do teste, a recolha de amostras com esfregaços nasofaríngeos e, caso seja positivo, o processo posterior de rastreio.

“Agora temos capacidade para fazer mais de 15 mil testes diários” e para completar o ciclo completo de 90% dos esfregaços “em dois ou três dias”. Os restantes 10% de casos positivos, precisou, serão ”casos complexos” de rastreio mais difícil.

A Irlanda regista 23.401 casos de infeção, 1.497 mortes e 19.470 casos considerados curados.

A Europa é região do mundo mais afetada pelo vírus SARS-CoV-2, que, globalmente, já infetou mais de 4,3 milhões de pessoas e fez 297 mil mortos.

Vizinho da Irlanda, o Reino Unido é o país mais atingido na Europa, com cerca de 230 mil casos e mais de 33 mil mortos.