A seleção de judo e os atletas olímpicos poderão voltar a concentrar-se a partir de final de junho ou início de julho, caso se concretize a vontade da federação portuguesa da modalidade, que vê Coimbra como a melhor solução.

“Em finais de junho ou início de julho, queremos voltar a concentrar as seleções, com testes prévios [à Covid-19]”, disse à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Jorge Fernandes.

Num momento em que a modalidade entrou (na segunda-feira) na segunda fase, a de desconfinamento, após um primeiro período de isolamento em função da pandemia do novo coronavírus, o presidente da FPJ prevê um regresso dentro de uma nova normalidade.

“É como estar a comer um bife sem tempero”, disse o responsável em relação à fase agora em vigor, que permite treinos coletivos de judo, mas sem que os atletas, ‘obrigados’ a usar máscara, possam lutar no chão ou oferecer resistência.

Caso se mantenham as boas notícias em relação à pandemia, Jorge Fernandes pretende ter a seleção de volta dentro de mês e meio, colocando como hipótese Coimbra, lembrando que o Jamor está inviabilizado e que o Estádio Universitário de Lisboa serve de apoio à Covid-19, com um hospital de campanha.

Antes do estágio, o presidente da FPJ pretende testar todos os judocas e treinadores, seguindo regras sanitárias apertadas, que incluem desinfeção dos materiais e espaços, em conformidade com as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O calendário europeu de judo, suspenso em março devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, tem previsto o regresso em setembro, com a Taça da Europa, em Bratislava, e o Grande Prémio, em Zagreb, enquanto os Europeus de Praga, inicialmente agendados para maio, passaram para novembro.

No momento da paragem, Portugal contava com oito judocas em zona de qualificação olímpica — os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021 -, entre os quais Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (-78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).