No Irão, uma festa de casamento terá, segundo as autoridades, levado a um novo surto de Covid-19 no país, que foi um dos primeiros a nível mundial onde se verificou um grande aumento do número de infetados e mortos logo no início da pandemia.

Foi o próprio Presidente, Hassan Rouhani, que disse este sábado que “num local específico, verificámos um pico na epidemia, que terá tido origem numa festa de casamento que causou problemas para as pessoas e para os profissionais de saúde e, também, para a economia e para o sistema de saúde do país”. Segundo a Reuters, Rouhani não especificou em que região do país aconteceu esse casamento.

O que os números mais recentes mostram é que está novamente a acelerar a contagem diária de novos infetados no Irão. Na última quinta-feira, por exemplo, registaram-se mais 3.574 diagnósticos positivos num só dia – foi o número mais elevado desde Fevereiro. No dia seguinte, sexta-feira, 2.886 novos casos.

O Irão tem, apesar dos avisos de uma possível segunda vaga, continuado a relaxar as restrições às atividades económicas e à circulação dos cidadãos. Desde meados de abril que o país tem vindo a fazer um caminho de “desconfinamento” e o Presidente Rouhani garante que não será este recente aumento dos casos que fará as autoridades voltarem atrás: “nestas circunstâncias, não temos alternativa. Temos de trabalhar, as nossas fábricas precisam de estar a funcionar, as lojas têm de estar abertas e tem de existir movimento no país, na medida do necessário“.

O Irão já registou mais de 167 mil casos confirmados de infeção por Covid-19, com mais de 8.000 mortes. Alguns especialistas têm avisado para o risco de uma segunda vaga iminente, ao passo que outros acreditam que o aumento do número de infeções confirmadas se deve, principalmente, a uma maior generalização da testagem.