À sua espera tinham Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, e depois de desinfetarem as mãos e percorrerem o circuito feito para combater a Covid-19, o Presidente da República e Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, visitaram a Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, no Porto, naquele que é o ultimo dia de aulas. “Não é o fim do ano letivo, pois ainda há duas épocas de exames pela frente”, sublinha o ministro.

Este foi um terceiro período “necessariamente diferente”, mas que, segundo Tiago Brandão Rodrigues, “correu globalmente muito bem”. “Um 3º período que aconteceu necessariamente com limitações, mas foi muito mais importante que tivesse acontecido do que não tivesse acontecido e tivéssemos desistido dos nossos estudantes.”

O ministro recorda aqueles que comentaram fazendo “muitos juízos simplistas, repentistas, imediatistas, relativamente ao esforço das direções das escolas, dos professores e até das famílias e dos alunos”, preferindo enaltecer o esforço coletivo e até compara o bom exemplo de Portugal com outros países que “desistiram dos seus alunos”.

O caminho no futuro terá que ser feito com “passos firmes e passos sólidos”, sempre com as orientações da Direção Geral de Saúde, admitindo haver “muito trabalho pela frente”. “Queremos criar condições de segurança e confiança para que o ensino seja presencial, queremos que ele aconteça em toda a sua plenitude (…) Sabemos bem que estar longe da escola implica falharmos com a sociedade.” O ministro assegura que o regresso presencial às salas de aulas é o seu plano A, mas admite existirem outros. “Já o disse três, quatro, cinco, seis vezes e poderia dizer uma dezena de vezes que o ministério da educação está a construir um plano A, um plano B, um plano C e por aí fora.”

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