Ainda antes do apito final de João Pinheiro, o olhar de Pizzi contava muito do que se passava no plantel do Benfica. O empate do FC Porto na Vila das Aves tinha sido aproveitado pelos encarnados com um triunfo fundamental em Vila do Conde mas de nada valeu essa benesse perante a primeira derrota de sempre na Luz com o Santa Clara, onde a equipa já não sofria quatro golos num jogo há mais de 20 anos. Pior: nunca as águias tinham estado cinco encontros consecutivos sem vencer em casa. Esse olhar vazio de Pizzi juntava-se a várias outras imagens que contavam mais do que um resultado: Ferro a passar a mão pela cabeça, Dyego Sousa com uma máscara de esforço, Vinícius com um ar incrédulo. Era um momento diferente. Uma má fase na Liga, o pior da era Bruno Lage.

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No dia seguinte, o dia L teve pouco de dia D. Aliás, Luís Filipe Vieira nem sequer chegou a reunir com o treinador para discutir uma possível saída datada no mais tardar para o final da temporada. Em contrapartida, houve uma parte importante para não tomar qualquer decisão (para já), além da falta de alternativas e do contexto no mínimo pouco convidativo para mexer entre Assembleias Gerais, impactos da pandemia, lançamento do obrigacionista ou eleições, em outubro – os jogadores assumiram a sua parte de culpa, não só em vários momentos que permitiram aos açorianos nova reviravolta no final mas também noutros resultados inesperados como os empates com Tondela e Portimonense. Mais: partilharam a sua crença na possibilidade de haver uma nova reviravolta na classificação. Apesar disso, o Benfica tinha duas vitórias nos últimos 12 jogos, nove a contar para o Campeonato.

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