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O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou esta sexta-feira “muito positiva para ambos os países” a visita de Estado do homólogo chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, que termina esta sexta-feira.

Xi admitiu, a partir da Casa Branca, a possibilidade de voltar a encontrar-se com Trump por duas vezes até ao final do ano, nas cimeiras da Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico (APEC) e do G20.

O Presidente chinês convidou Trump e a primeira-dama, Melania Trump, para participarem na cimeira da APEC, prevista para meados de novembro em Shenzhen, na China. “Será um prazer receber o senhor Presidente e a primeira-dama para uma visita à China”, afirmou Xi. Trump respondeu: “Iremos, e conversaremos bastante”.

Os dois líderes poderão voltar a encontrar-se um mês depois, na cimeira do G20, que decorrerá no Trump National Doral Miami, na Flórida.

Enquanto Trump recebia Xi em Washington, manifestações contra o líder chinês decorreram quase ininterruptamente na quinta-feira junto à Casa Branca.

Os manifestantes defendiam diferentes causas, incluindo maior autonomia religiosa e mais liberdades no Tibete, em Hong Kong e em Xinjiang, região de maioria muçulmana, além de exigirem que Pequim se mantenha afastado de Taiwan, território com governo próprio que a China reivindica como seu.

Trump deverá acompanhar esta sexta-feira Xi numa visita aos Arquivos Nacionais, onde estão conservados alguns dos documentos fundamentais da história política dos Estados Unidos, encerrando assim a visita de Estado de três dias.

A visita decorre numa altura em que os Estados Unidos assinalam o 250.º aniversário da sua fundação.

Trump afirmou na quinta-feira que pretendia mostrar ao líder chinês “alguns dos maiores tesouros desta história de orgulho”.

Na quinta-feira, Trump mostrou a Xi um exemplar da Declaração de Independência que mantém exposto no Salão Oval.

O Presidente norte-americano afirmou também que pretende mostrar ao homólogo chinês objetos relacionados com a história das relações entre Washington e Pequim.

“Assim como os nossos antepassados atravessaram o oceano há séculos para comercializar, aprender e construir um mundo melhor, os nossos dois países fazem, na verdade, a mesma coisa, e temos muito orgulho nisso”, afirmou Trump.

A visita de Estado foi marcada por um forte programa cerimonial e por manifestações de empenho dos dois líderes em preservar a estabilidade das relações entre as duas maiores economias mundiais.

Não foram, contudo, anunciados avanços significativos em algumas das principais questões que dividem Washington e Pequim, nomeadamente o comércio e a segurança relacionada com a inteligência artificial.

Xi deverá deixar Washington após a visita aos Arquivos Nacionais.

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