A morte de uma idosa de 87 anos, que se encontrava internada no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), aumentou para nove o total de vítimas mortais do surto de covid-19 de Reguengos de Monsaraz, informou sábado o município.

O nono óbito foi divulgado sábado pela Autoridade Municipal de Proteção Civil, na atualização da situação epidemiológica do concelho de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.

Trata-se da oitava vítima mortal entre os utentes do lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), num surto que já vitimou, também, uma funcionária da instituição.

Apesar do óbito, o número de internados no HESE mantém-se em 17, quatro dos quais na unidade de cuidados intensivos (UCI), de acordo com a autarquia alentejana.

Nas últimas 24 horas, onde foram conhecidos os resultados de cerca de 50 testes, há ainda a registar dois novos contágios na comunidade, aumentando o total de casos ativos para 143 (eram 142 na sexta-feira), o que se explica com um segundo caso dado como curado.

O novo caso curado registou-se entre as infeções na comunidade, segundo fonte oficial do município contactada pela Lusa, depois de, na quinta-feira, uma enfermeira da FMIVPS ter obtido, também, alta médica.

Desta forma, o número de casos positivos diretamente relacionados com o lar, onde o surto foi detetado em 18 de junho, mantém-se em 94, distribuídos entre 72 utentes (oito óbitos) e 22 trabalhadores (um óbito e um caso curado), havendo a registar 49 casos comunitários ativos (um caso curado).

Todos os funcionários da instituição encontram-se a recuperar nas suas residências, assim como alguns dos utentes, enquanto mais de meia centena de idosos foram transferidos das instalações do lar, na sexta-feira, para um pavilhão montado para o efeito no parque de feiras de Reguengos de Monsaraz.

Trata-se de “um pavilhão climatizado” e que, “face às temperaturas que se aproximam, é mais adequado para a qualidade de vida” dos idosos, possuindo “espaços exteriores em que eles podem deslocar-se”, pois, o parque de feiras está vedado, disse o presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.

Os números divulgados sábado dizem respeito a um total de cerca de 1.700 testes com resultado conhecido até ao final do dia de ontem, em que foram iniciados os “testes de cura ao 14.º dia”, que de acordo com a norma n.º 004/2020 da DGS “deve realizar-se aos 14 dias após o início de sintomas e se o doente estiver assintomático durante três dias consecutivos”, explica o boletim divulgado pela autarquia.

Para sábado e domingo está prevista a realização de mais 20 testes, que continuam a decorrer na Área Dedicada à Covid-19 de Reguengos de Monsaraz, entretanto transferida para o Pavilhão Polidesportivo da Escola António Gião (Escola Amarela), de acordo com informação veiculada pela autarquia.

A Câmara de Reguengos de Monsaraz ativou, na quinta-feira, o Plano Municipal de Emergência para gerir o surto de covid-19 no concelho, depois de a generalidade de Portugal continental ter entrado em situação de alerta na véspera.

A situação de alerta, aquela em que o país se encontrava antes de ser decretado o estado de emergência em 18 de março, é o nível mais baixo de intervenção previsto na Lei de Bases de Proteção Civil, depois da situação de contingência e de calamidade (mais elevado).

Com a situação no lar, o concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 do Alentejo com nove mortos e 143 casos ativos.

Em Portugal, morreram 1.598 pessoas das 43.156 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.