Uma enchente na Rua da Oura (conhecida como rua dos bares), em Albufeira, levou os empresários dos bares locais a pedirem a intervenção da GNR no domingo à noite, por estarem em causa limitações impostas pelo combate à pandemia da Covid-19. A polícia esteve no local tendo fechado todos os estabelecimentos da rua e dando “ordem de dispersão”, disse ao Observador o oficial de comunicação e relações públicas, do comando territorial de Faro.

A enchente foi noticiada esta segunda-feira à noite pela SIC Notícias, com imagens de várias pessoas na rua que descrevia como “jovens” sobretudo “holandeses” e “sem máscara”. Ao Observador, a GNR confirmou que foi chamada a intervir, mas não confirma a nacionalidade ou a idade das pessoas. “A GNR está a trabalhar para que este fenómeno não volte a acontecer”, afirmou o oficial já citado que confrontado com a informação avançada pelo canal de informação disse ainda que a GNR encontrou “muita gente, as ruas estavam muito cheias”.

Albano Patrício, dono de um dos bares da rua da Oura que chamou a GNR, contou à SIC que a situação se complicou mais perto da hora de encerramento obrigatório, as 23 horas. Recorde-se que os bares noturnos continuam sem licença para reabrir, por causa da pandemia, mas muitos operam ao abrigo da licença de snack bar pelo que podem estar abertos até às onze da noite.

“É muita gente e ficam muito concentrados porque não há espaços abertos”, disse Albano Patrício descrevendo que os jovens começaram “todos a puxar uns pelos outros para entrarem no estabelecimento antes das onze, por causa da limitação do horário, e torna-se incontrolável”.

Outro empresário ouvido pela SIC, Liberto Mealha (dono do Liberto’s) diz que a enchente se deveu à chegada de jovens holandeses que vieram de férias, em viagens de finalistas, depois de terminarem o secundário.

“Uma das agências [de viagens] desistiu da operação, mas outra manteve. Cancelou eventos grandes, mas os miúdos estão cá e hoje [segunda-feira] chegavam dois mil jovens holandeses. Portanto, se ontem tínhamos um problema, hoje temos outro acrescido”, teme o empresário.