O Benfica anunciou esta quarta-feira que decidiu aumentar o montante máximo do empréstimo obrigacionista de 2020-2023 para 50 milhões de euros, mais 15 milhões do que tinha sido inicialmente avançado e seguindo também uma possibilidade que constava no prospeto de emissão que arrancou no passado dia 29 de junho.

Benfica SAD vai lançar emissão de obrigações até 35 milhões de euros

A emissão em causa termina às 15 horas desta sexta-feira, tendo como montante mínimo de subscrição 300 obrigações, à razão de cinco euros por obrigação (1.500 euros de investimento mínimo). A taxa de juro fixa prevista é de 4%, mais 0.25% do que o último empréstimo obrigacionista que a SAD encarnada tinha feito.

Em paralelo com o anúncio feito à CMVM, os responsáveis da sociedade das águias fizeram também algumas alterações em relação à informação que constava no prospeto, nomeadamente a rescisão com o anterior técnico Bruno Lage ou a confirmação de Nelson Veríssimo como treinador da equipa até ao final da temporada.

“A receita global líquida da Benfica SAD estimada será de €48.399.800, deduzida das comissões e dos custos acima referidos (…) “Ao valor nominal global da Oferta Pública de Subscrição será deduzido o valor das comissões de organização e coordenação global, de colocação e respetivos impostos no montante de €1.352.000, bem como custos com consultores, auditores e publicidade, no montante agregado de aproximadamente €210.000, e ainda os custos com a CMVM, a Interbolsa – Sociedade Gestora de Sistemas de Liquidação e de Sistemas Centralizados de Valores Mobiliários, S.A. (“Interbolsa”) e a Euronext, que se estimam em cerca de €38.200. A Benfica SAD não cobrará despesas aos subscritores”, acrescenta ainda o prospeto feito para o mercado.

Da menor dívida financeira das últimas duas décadas ao milhão a menos por jogo à porta fechada: as contas do Benfica

“A emissão visa garantir que, qualquer que seja o cenário de retoma das competições, a Benfica SAD terá uma robustez de tesouraria suficientemente forte e conseguirá fazer face a todos os compromissos, tanto internos como externos”, explicou ao Negócios o CEO do Benfica, Domingos Soares Oliveira.

“As emissões que tivemos ao longo dos últimos 16 anos foram feitas em ambientes diversos a nível desportivo e a procura foi sempre maior que a oferta, independentemente da posição que o Benfica ocupava na tabela classificativa. Taxa de 4%? Creio que todas as emissões de obrigações no retalho realizadas nos últimos anos tiveram taxas de juro superiores às da Benfica, SAD. A razão por que continuamos a apresentar taxas mais baixas que outros emitentes tem naturalmente a ver com a perceção de risco que o mercado tem sobre cada uma das emissões e cada um dos emitentes. Neste caso, a subida relativamente a 2019 é de apenas 0,25%”, explicara em entrevista à mesma publicação na passada segunda-feira.