As equipas que acompanham as pessoas em confinamento obrigatório já fizeram 524 contactos presenciais em Lisboa e, nas freguesias com mais casos de Covid-19, já foram feitas visitas a todos os casos ativos, avançou esta quinta-feira o presidente da autarquia.

Neste momento, já foram feitos 524 contactos presenciais e, nas freguesias com maior número de casos e maior número de novos casos, nós já fizemos visitas a todos os casos ativos e temos hoje a capacidade de visitar no prazo de 24 horas todos os casos que estão a surgir”, destacou o Fernando Medina (PS).

Estas informações foram transmitidas pelo autarca durante a apresentação da informação escrita do presidente, na sessão plenária da Assembleia Municipal de Lisboa.

Admitindo que a região de Lisboa está confrontada com “uma situação que é atípica”, Medina defendeu que a medida de criação de equipas mistas, constituídas pelos profissionais de saúde, Proteção Civil, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, juntas de freguesia, Polícia Municipal e PSP, têm “uma enorme importância”.

Isto é uma mudança muito grande do ponto de vista qualitativo porque isto permite-nos muito mais rapidamente assegurar que as pessoas que estão positivas têm condições de confinamento e que estão a cumprir essas condições de confinamento”, justificou.

O presidente da Câmara de Lisboa adiantou também que no município apenas cinco das pessoas visitadas solicitaram alojamento alternativo, notando que “não tem havido um recurso significativo” a esta opção.

Fernando Medina afirmou ainda que, “regra geral, as pessoas estão a cumprir os seus confinamentos”, ressalvando, porém, que foram enviados “17 casos à PSP para prossecução das atividades de detenção por incumprimento da determinação das autoridades de saúde”.

Segundo o autarca, “o número de casos ativos é significativamente inferior aos números que vêm sendo relatados”, uma vez que quando os doentes, depois de cumprirem o processo de confinamento e de quarentena, têm um teste negativo, há um hiato de tempo para o médico fazer o registo dessa alta”.

Para vos dar noção da dimensão, o município de Lisboa tinha 1.154 casos ativos, de acordo com os registos ‘trace Covid’ no dia 15 [de julho]. Depois da monitorização das listas pelos técnicos de saúde as unidades de cuidados à comunidade e de saúde primária na preparação das visitas, foram identificados 877″, disse, dirigindo-se ao plenário.

Na ótica do autarca, que há cerca de duas semanas criticou as autoridades de saúde no combate à pandemia de Covid-19 em Lisboa, dizendo que com “maus chefes e pouco exército não é possível ganhar esta guerra”, a capacidade operacional e de verificação dos confinamentos tem vindo agora a aumentar.

E esperamos que isto tenha um efeito do ponto de vista de reduzir o número de novas infeções diárias (…) para manter níveis mais aceitáveis do que aqueles que temos”, sublinhou.