Um grupo de media norte-americano, que inclui jornais como o The New York Times e o The Wall Street Journal, quer que a Apple deixe de cobrar 30% de taxas nas subscrições feitas através do seu sistema operativo. Como conta este último jornal, o objetivo é conseguir melhor condições, semelhantes àquelas de que gozam gigantes tecnológicos como a Amazon (só estará a pagar 15%).

Com este movimento, estes jornais juntam-se à Epic Games, dona do videojogo Fortnite, e ao Spotify, numa batalha que até já chegou a tribunal e tem criado bastante polémicas nas últimas semanas. “Os termos do mercado exclusivo da Apple têm um grande impacto na capacidade de continuar a investir em notícias e entretenimento de alta qualidade e confiáveis, especialmente em competição com outras empresas maiores”, alega Jason Kint, presidente executiva da associação de media Digital Content Next.

Gostaríamos de saber quais as condições que OS nossos membros – empresas de conteúdo digital de alta qualidade – precisam DE cumprir para se qualificarem para o acordo que a Amazon está a receber para a sua app Amazon Prime Video na Apple App Store”

No primeiro ano, a Apple cobra a cada serviço na App Store, a loja de aplicações exclusiva da empresa para os seus sistemas operativos MacOs e iOS, uma taxa de 30%. Após um ano, é possível as apps pagarem 15%. Contudo, tem sido alegado, até pela concorrente Microsoft, que este valor é abusivo. Ainda no final de junho, Brad Smith, presidente e diretor jurídico da Microsoft, afirmou que este tipo de lojas de apps, referindo-se à App Store, cria impedimentos maiores ainda à livre concorrência e ao acesso ao mercado do que o Microsoft Windows criava há 20 anos.

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Recentemente este assunto ganhou maior tração depois de a discussão entre a Epic Games e a Apple ter escalado. A Epic Games anunciou no seu próprio site que criara um sistema de pagamentos diretos à sua empresa, podendo assim contornar a Apple a Google, que também cobra taxas semelhantes.

Em comunicado no mesmo dia, a Apple acusou a Epic Games de ter “violado” de forma “expressamente declarada” as normas da App Store. Contudo, a dona do Fortnite acusa a Apple e a Google de serem “monopolistas”, algo que inúmeros programadores têm alegado nos últimos anos. Por causa disso, o Fornite tem estado banido da App Store e da PlayStore.

A Epic tem aproveitado a visibilidade da discussão para atacar a Apple. Depois de ter criado um vídeo a parodiar o anúncio 1984 da Apple, lançado no mesmo ano, a empresa está a fazer torneios em que o vilão é uma Maçã Má (Bad Apple, em inglês).

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Esta quarta-feira foi conhecido que a Apple alcançou uma valorização de dois biliões de dólares (1.681.415.843.800 euros), tornando-se a primeira empresa dos EUA a conseguir esse feito.