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A poucos dia do regresso às aulas no Reino Unido, o uso de máscaras é considerado obrigatório nas zonas do país com maiores restrições impostas na sequência do combate à Covid-19. Os alunos dessas escolas secundárias terão de usar máscaras nos corredores onde for difícil assegurar a distância social.

Noutras áreas, os professores terão autonomia para recomendar ou não o uso de máscaras, sendo que o governo britânico não voltará a opor-se ao seu uso. É pois um volte-face na posição de Boris Johnson que tinha sugerido que os alunos não usassem máscaras faciais. 

O primeiro-ministro cedeu à pressão, escreve o The Guardian, e mudou a orientação na terça-feira à noite, depois de vários professores, apoiados por sindicatos e pelo Partilho Trabalhista, defenderem o uso de máscaras. A nova orientação surge também depois de a Escócia decretar o uso de máscaras nas áreas comuns das escolas secundárias e nos autocarros escolares.

Para tal também contou a revisão feita no passado fim de semana pela Organização Mundial de Saúde, que afirma que o uso de máscaras faciais é útil para conter a disseminação da Covid-19 onde o distanciamento físico entre adultos e alunos de 12 anos seja impossível.

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A mudança de posição de Boris, face ao uso de máscaras por parte dos alunos, criou alguma fricção dentro do Partido Conservador. O presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan (Partido Trabalhista), expressou preocupação no Twitter apesar de concordar com mudança de orientação: “É com grande preocupação que mais uma vez o primeiro-ministro teve de ser forçado a seguir o conselhos dos funcionários de saúde pública”.

Ao jornal já citado, uma fonte do governo britânico assegurou que as escolas são lugares seguros para os seus alunos independentemente da mudança face ao uso de máscaras.