Tempos Duros, o regresso de Mario Vargas Llosa aos temas latino-americanos, e Latim do Zero a Vergílio em 50 Lições, as lições de latim de Frederico Lourenço são duas das novidades da editora Quetzal para os últimos meses deste ano, apresentadas esta terça-feira

Tempos Duros é apresentado pela editora como “um thriller histórico e político ambientado na Guatemala, em 1954, quando o golpe militar encabeçado por Carlos Castillo Armas, e apoiado pelos Estados Unidos através da CIA, provocou a queda do Governo reformista de Jacobo Árbenz”.

Na coleção “Incógnita” da Quetzal, será editado, de Ramalho Ortigão, Pela Terra Alheia, livro que condensa os dois volumes da edição original com textos escritos entre 1867 e 1910 sobre Espanha, Argentina, França, Alemanha e Itália. “Os livros de Ramalho Ortigão inventaram a moderna literatura portuguesa de viagens, emprestando-lhe cosmopolitismo, alegria e luxúria — e um picante de humor e ironia”, salienta a editora.

Em setembro sairá mais um título da Agenda Literária Quetzal, organizada por Helena Vasconcelos. Esta é “uma tradição que vem para ficar”, garante a editora. Em outubro será publicado A Nossa Parte da Noite, da argentina Mariana Enríquez, obra que o júri do Prémio Herralde, da Editorial Anagrama, apontou como “o novo grande romance latino-americano”, recorda a Quetzal.

Outras Inquirições, de Jorge Luis Borges, vai conhecer uma nova edição em outubro, mês em que é retomado o romance histórico de Susan Sontag O Amante do Vulcão. Filosofia para Exploradores Polares, de Erling Kagge, e o livro de poesia de João Luís Barreto Guimarães Movimento  são outros títulos a editar proximamente.

Em novembro sairá Rezar de Olhos Abertos, do cardeal José Tolentino Mendonça, que dirige o Arquivo Apostólico da Santa Sé e a Biblioteca Apostólica Vaticana. Segundo a editora, este livro foi pensado “como um caderno de práticas da oração”, reunindo um conjunto que José Tolentino Mendonça “foi escrevendo ao longo do tempo”. “Orações para o nosso tempo, para a nossa perturbação, para a nossa vida. Todas elas podem ser lidas e escutadas em silêncio”, assegura a Quetzal.

Outro novo título a sair é Latim do Zero a Vergílio em 50 Lições, de Frederico Lourenço, que “mostra como é fácil, simples e atraente a aprendizagem do latim”. Lourenço, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, publicou no ano passado Nova Gramática do Latim, e empreendeu aulas de iniciação à língua materna, durante o confinamento, através da sua página no Facebook, exatamente com o título “Latim do Zero”, com apoio possível da nova gramática.

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De José Riço Direitinho vai ser editado Amada, obra na qual “aprofunda os temas de O Escuro que te Ilumina, com um cenário pós-apocalíptico, que recupera a personagem solitária, agora com 85 anos, enquanto espera o momento da eutanásia”.

A Quetzal Editora vai lançar também Um Crime de Solidão, Sobre o Suicídio, que reúne nove textos do escritor norte-americano Andrew Solomon, de 56 anos. Está também prevista a edição, em março do próximo ano, do britânico Julian Barnes, o autor de O Papagaio de Flaubert e Nada a Temer, vencedor do Booker Prize em 2011 pelo livro O Sentido do Fim, de quem será publicado O Homem do Casaco Vernelho.

As Motos da Nossa Vida. As motorizadas que marcaram Portugal, um livro de autoria de Pedro Pinto, ilustrado, vai ser igualmente publicado, reunindo imagens das motorizadas, fabricadas em Portugal, das marcas e modelos Quimera Alma, Pancho, Casal Carina, Sachs V5, Vilar Cucciolo, Famel Foguete e Casal 287.