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A suspeita de que Guilherme d’Oliveira Martins, então presidente do Tribunal de Contas (TdC), e José Tavares, então diretor-geral do TdC, se envolveram em negociações com o Governo de José Sócrates na procura de uma solução para o chumbo daquele tribunal em 2009 aos contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias é antiga mas só ganhou sustentação com a investigação que a Polícia Judiciária realizou ao caso. Tanto que em 2019 foram propostas inquirições a Oliveira Martins e a Tavares para questioná-los diretamente como testemunhas sobre essa matéria.

No caso de José Tavares, a PJ suspeitava concretamente da “forma intimista” como o então diretor-geral se relacionava com Paulo Campos, escreveram as duas inspetoras da PJ que investigaram o caso. Não só pelo tom utilizado por Campos e Tavares mas também por o então secretário de Estado das Obras Públicas ter remetido, numa troca de emails, uma cópia de um contraditório a um relatório de auditoria. Tudo através de emails trocados das caixas de correio eletrónico privadas, logo, fora dos circuito de emails oficiais do Tribunal de Contas e do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Novo presidente do Tribunal de Contas referido no inquérito das PPP

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