Pode ser um golpe duro na esperança de encontrar um medicamento que ajude a tratar doentes com a Covid-19. Um estudo da Organização Mundial da Saúde concluiu que o remdesivir não teve um “impacto substancial” nas hipóteses de sobrevivência dos doentes com Covid-19 (isto depois de a hidroxicloroquina já ter sido excluída das hipóteses de sucesso).

O estudo envolveu 11.266 doentes hospitalizados, que foram tratados com remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir e interferon e em nenhum dos tratamentos a utilização “afetou substanciamente a mortalidade”, aponta o estudo da Organização Mundial de Saúde citado pelo Financial Times.

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Ainda que o estudo (que ainda não foi revisto pelos pares) tenha sido focado na mortalidade dos doentes, os investigadores da OMS apontam também que o tratamento com os fármacos não tenha contribuído para diminuir o tempo de internamento dos doentes.

Recentemente Donald Trump foi medicado com remdesivir depois de os Estados Unidos quase terem esgotado o stock do medicamento.  O medicamento recebeu, em abril, autorização para ser usado nos Estados Unidos e na União Europeia depois de um estudo do National Institutes of Health ter provado que reduzia o tempo de recuperação dos doentes de 15 para 11 dias.

Ainda assim, a farmacêutica Gilead recusou para já comentar as conclusões do estudo da OMS e aponta que falta ainda a revisão dos pares e que os resultados do estudo ainda não são públicos.

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Se assim for, neste momento o único medicamento que continua a ser dado aos doentes e com provas de aumento da taxa de sobrevivência à Covid-19 é a dexametasona que é recomendada nos casos mais graves da doença.

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