Uma idosa com uma máscara com padrão floral e com o dedo do meio levantado. Não é habitual, mas foi a estratégia que o instituto de turismo de Berlim (Visit Berlin) usou para chamar a atenção para a necessidade de utilizar máscara. “Nós respeitamos as regras”, acrescenta o cartaz lançado em setembro.

O porta-voz da Visit Berlin e criador da campanha Christian Tänzler afirmou à CNN que a campanha tem como objetivo consciencializar para o uso da máscara.

“A maioria das pessoas estão a respeitar as regras, mas há uma minoria que não, e estão a colocar em risco a vida de outras”, disse. “Queríamos chamar a atenção para este problema”.

O anúncio, publicado inicialmente num jornal local, rapidamente se espalhou pelas redes sociais e dividiu os internautas. Há quem o elogie e há quem o critique. À BBC, Tänzler explicou que a organização optou por uma campanha mais “assertiva” porque os “berlinenses são bastante conhecidos pela sua comunicação direta”.

Para Marcel Luthe, membro do Senado de Berlim, o anúncio incitou o ódio contra todos os que não podem usar máscara, como crianças pequenas e pessoas com problemas de saúde. Luthe chegou mesmo a apresentar uma reclamação formal ao anúncio.

O anúncio polémico foi retirado na passada quarta-feira, segundo a Reuters. No entanto, outros cartazes da campanha vão estar presentes nas ruas de Berlim até ao final de março.

A Alemanha registou esta sexta-feira um recorde de novos casos diários, com 7.334 infeções. Assim, desde o início da pandemia, foram já contabilizados 348.557 casos do novo coronavírus e 9.734 pessoas morreram devido à doença.