Luciano Vietto ainda foi um elemento com algum peso no arranque de Rúben Amorim em Alvalade mas uma lesão no ombro acabou por condicionar o resto da última temporada. Aí, nesse momento, o argentino era tido como um indiscutível, até pela ligação que conseguia ter com Sporar na frente ocupando terrenos mais interiores ao mesmo tempo que Jovane Cabral dava largura nos flancos. Depois, as coisas começaram a mudar. Logo à cabeça, com a chegada atribulada onde o médio ofensivo teve de ficar isolamento após ter testado positivo para a Covid-19 com o compatriota Battaglia (com quem tinha passado férias em família); a seguir, pela própria posição em campo.

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Ao contrário do que aconteceu em 2019/20, Rúben Amorim deixou de colocar Sporar como principal referência ofensiva, apostou em Tiago Tomás a cair mais na direita com Pedro Gonçalves, Nuno Santos ou Jovane Cabral no lado contrário e foi deixando Vietto como um falso ‘9’ em alguns encontros, sem grande sucesso. Se antes o ’10’ era um indiscutível, até porque um bom jogador pode atuar em qualquer lado, passou entretanto para um elemento que não se enquadrava com o sistema tático da equipa. E teve mesmo a oportunidade de sair.

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Já depois do fecho do mercado (que acabou por não trazer mais opções ofensivas à equipa depois de a hipótese Paulinho ter caído), o Al Hilal, antiga equipa de Jorge Jesus após a saída de Alvalade, fez uma sondagem pelo antigo jogador do Atl. Madrid, oferecendo sete milhões de euros pelo passe do jogador. Pela impossibilidade em assegurar um substituto e pelos valores em causa, o Sporting recusou essa hipótese e fechou a porta a mais conversas, percebendo também que os sauditas dificilmente chegariam ao valor pretendido de quase o dobro. Vietto ficou mesmo nos leões e, esta noite, mesmo perdendo a titularidade, foi decisivo.

Depois de ter entrado para o lugar de Jovane Cabral, o médio ofensivo marcou o golo do empate no clássico frente ao FC Porto a três minutos dos 90′, naquele que foi o primeiro na presente temporada. Em paralelo, Vietto foi o 12.º argentino a marcar num encontro entre Sporting e FC Porto, o nono dos leões depois de Arizaga, Yazalde, Heinze (logo no jogo de estreia), Acosta, Romagnoli, Jonathan Silva, Alan Ruíz e Acuña. Com esse golo, os leões interromperam uma série de seis derrotas consecutivas contra dragões e Benfica, ao mesmo tempo que Rúben Amorim manteve o registo sem derrotas no Campeonato em Alvalade. Mas nem tudo são boas notícias.

Os leões atravessam a maior série sem vitórias em jogos grandes, com um total de 17 jogos sem ganhar que se prolongam desde o triunfo frente aos azuis e brancos na terceira jornada do Campeonato de 2016/17 quando Jorge Jesus era treinador da equipa. Daí para cá, o Sporting tem três empates e cinco derrotas frente ao FC Porto e quatro empates e cinco derrotas diante do Benfica. E esse foi o registo negativo que o golo de Vietto ao cair do pano foi incapaz de quebrar esta noite em Alvalade, apesar do empate que travou os seis desaires seguidos.