A empresa aérea australiana Airnorth garantiu esta quinta-feira que as ligações semanais entre Darwin e a capital timorense, Díli, vão continuar, e que o cancelamento do voo de quarta-feira se deveu a problemas de saúde com a tripulação.

“A Airnorth manteve-se comprometida com Timor-Leste, continuando a operar serviços regulares de transporte de passageiros entre Darwin e Díli durante toda a pandemia da Covid-19”, disse à Lusa fonte oficial da empresa em Darwin.

Continuamos a operar um serviço regular às quartas-feiras entre Darwin e Díli e o cancelamento de ontem [quarta-feira] deveu-se à doença da tripulação do dia”.

A fonte explicou que o próximo voo ocorrerá a 28 de outubro e que a empresa está a cumprir o seu plano de gestão aprovado no âmbito da pandemia, cumprindo todas as diretivas governamentais.

Estamos ansiosamente à espera de poder retomar serviços mais regulares entre Darwin e Dili”.

A empresa explicava assim denúncias de passageiros do voo de quarta-feira que foram informados do cancelamento já depois do check in, com a empresa a informaram inicialmente que isso se devia a supostas novas restrições impostas pelo Governo do Território Norte da Austrália.

Em particular, segundo passageiros ouvidos pela Lusa, com a suposta obrigatoriedade de que a tripulação tivesse que cumprir quarentena no regresso a Darwin.

Fonte oficial do Governo australiano confirmou à Lusa que não houve qualquer alteração recente às medidas aplicadas a tripulações de aviões que são isentas de quarentena obrigatória desde que cumpram vários critérios.

A página oficial da Covid-19 do Governo do Território Norte explica que para serem isentos não podem sair do avião ou do aeroporto, medida que tem vindo a ser aplicada nos vários voos que a Airnorth tem feito nos últimos meses entre Darwin e Díli.

Fonte oficial do gabinete do Chefe de Saúde do Governo do Território Norte confirmou à Lusa que as mesmas regras para tripulações estão em vigor desde março deste ano, não tendo sido alteradas.

Ao abrigo de um Plano de Gestão de Segurança COVID-19 aprovado, a tripulação de voo não tem de realizar 14 dias de quarentena supervisionada obrigatória, mas é obrigado a fazer auto-quarentena em casa quando não está a trabalhar, entre turnos”.

Passageiros que cheguem a Darwin, por seu lado, a partir do exterior ou de um ‘hotspot’ nacional “são obrigadas a realizar 14 dias de quarentena obrigatória num local especificado pelo Chefe de Saúde”.

Este responsável por autorizar “quarentena alternativa, caso a caso, em circunstâncias especiais, mas não há isenções para a quarentena”, explica a fonte.