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O prejuízo já era esperado, o número final nem por isso (pelo menos fora da esfera azul e branca): a FC Porto SAD apresentou esta quarta-feira o Relatório e Contas consolidado do exercício de 2019/20, que terminou com um prejuízo recorde de 116,1 milhões de euros apenas numa temporada e que acabou com a dobradinha.

“As anómalas circunstâncias em que se desenvolveu a temporada 2019/2020 vieram a provocar um resultado líquido fortemente negativo, mas que está de acordo com o orçamento aprovado em Assembleia Geral, ajustado dos impactos financeiros provocados pela pandemia Covid-19″, começa por explicar a sociedade azul e branca, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A não participação na Liga dos Campeões, após a eliminação na terceira pré-eliminatória frente ao Krasnodar, “o risco de não desbaratar uma equipa que tinha sido preparada para disputar todas as competições, apostando no sucesso desportivo e prevendo um montante em transferências que compensasse este impacto negativo”, o adiamento do mercado de transferências para depois de 30 de junho, “a redução das receitas de bilheteira e do negócio corporativo, pela suspensão das competições e o retomar sem público nos estádios; a redução das receitas de merchandising e das obtidas com as visitas a Museu e a Estádio, pelo encerramento temporário desses espaços” e as imparidades do valor do plantel, “pelas vendas dos direitos desportivos que geraram menos valias”.