A família Dokolo já reagiu e confirmou a morte do empresário congolês. “É com profundo pesar e consternação que a família Dokolo, esposa, filhos, mãe, irmão e irmãs, neste momento de enorme tristeza e dor, lamenta informar o falecimento de Sindika Dokolo, na quinta-feira, 29 de outubro 2020, no Dubai”. Numa mensagem oficial, a família “agradece a todos os que expressaram sentimentos de pesar, solidariedade e bondade e que partilham” a sua “dor”.

Também o atual presidente de Angola, João Lourenço, já reagiu á morte do marido de Isabel dos Santos. Em mensagem publicada na rede social Twitter, João Lourenço envia “os mais profundos sentimentos de pesar ao Presidente JES [José Eduardo dos Santos], pela morte trágica de seu genro Sindika Dokolo, cuja notícia surpreendeu a sociedade angolana”. À viúva, Isabel dos Santos, não deixou comentários.

Quando, na quinta-feira, Isabel dos Santos partilhou uma fotografia com o seu marido e filho no Instagram e no Twitter, ninguém podia imaginar que a notícia que chegaria dez horas depois seria: o empresário congolês Sindika Dokolo, marido da filha do ex-Presidente de Angola, tinha morrido no Dubai enquanto fazia mergulho. A partir daí, a fotografia de Isabel dos Santos com a legenda “My Love [Meu amor]”, foi invadida por milhares de comentários a lamentar a morte.

“Estranho. Muito estranho…”, começou por escrever Ana Gomes

Mas as reações chegaram também de outros lados. Ana Gomes, candidata às eleições presidenciais de Portugal reagiu, partilhando um tweet de João Cordeiro em que se pode ler: “Morreu o Sindika Dokolo, afogado no mar. Morreu offshore, portanto. Irónico.” No seu post, a candidata presidencial escreveu: “Estranho. Muito estranho…”

Ao início desta tarde, porém, a mesma Ana Gomes reconheceu que o seu primeiro comentário mereceu “reprovação a muita gente”. “Devo explicitar que lamento a tragédia“, clarificou.

Também a Câmara Municipal do Porto, que em Fevereiro de 2015 entregou uma medalha municipal de mérito, grau ouro, a Sindika Dokolo, colecionador de arte, lamentou a sua “morte prematura” e deixou “as mais sentidas condolências à família”.

A história de um mistério chamado Sindika Dokolo

O maior número de reações políticas veio do Congo. O assistente pessoal do chefe de Estado da República Democrática do Congo, Michée Mulumba escreveu no Twitter:  “Foi durante um mergulho que partiste para a eternidade. Uma atividade habitual que te arrancou da luta, dos entes queridos … Descansa em paz“.

Também a deputada Nacional da República Democrática do Congo Colette Tshomba reagiu num comentário a um tweet: “SinDo, decidiste deixar-nos, eu curvo-me perante ti. Descansa em paz“.

Já o político, empresário e chefe de Gabinete Adjunto do Ministro da Juventude do Congo, Yves Nswal, escreveu no Twitter que estava “triste” com a notícia da morte de Dokolo , apresentando as “sinceras condolências à sua família e a todos os seus parentes”.

Outra reação nesta rede social foi a do deputado congolês Patrick Muyaya, que descreve Dokolo com três palavras: “Força, sorriso e inteligência”. “Que perda”, concluiu o parlamentar.

Lubaya Claudel André, deputado republicano e vice-presidente do Comité de Acompanhamento de Políticas Públicas daquele país africano partilhou uma foto de Dokolo no Twitter com o seguinte texto: “O vigor, espírito de luta e compromisso que tinha com um Congo justo vão fazer falta. Incorporou uma certa ideia de liberdade. A sua morte é uma grande perda para o país. Os meus pensamentos estão com @isabelaangola, com a família e entes queridos.”

Também o antigo candidato à presidência do Congo que foi apoiado por e aliado de Sindika Dolo, Moisa Katumbi reagiu à notícia na rede social Twitter, lamentando a morte e enviando condolências à família, chamando-lhe “meu irmão mais novo” e sublinhando que Dolo “lutou por um Congo maior e mais democrático”: