Mais 34.983 novos casos, mais 352 mortos, mais 16.621 casos ativos, mais 25.701 casos em vigilância isto comparando com os números do último domingo, dia 1 de novembro. Do “lado bom” também há recordes — ainda que só aconteçam em tão grande escala porque o número de infetados é maior que nunca— 18.010 pessoas foram dadas como recuperadas. O cenário para a segunda vaga da Covid-19 não se previa fácil, mas os números parecem continuar a bater todas as expectativas, com alertas constantes para a necessidade de cumprir com as regras para tentar que o Serviço Nacional de Saúde (e seus profissionais) não entrem em falência.

Número de novos casos continua a aumentar: mais 6.640. Segundo dia com mais mortos desde início da pandemia

Por partes, esta foi mesmo a semana com mais novos casos (34.983), mais mortes (352), mais recuperados (18.010), mais casos ativos (16.621) e mais contactos em vigilância (25.701). Já no que diz respeito ao número de doentes em unidades de cuidados intensivos é a terceira semana com maior aumento do número casos em UCI (só ultrapassado pelas semanas entre 29 de março e 5 de abril, no pico da primeira vaga). Ainda assim, apesar de o aumento ser inferior a essas duas semanas o número total de doentes em unidades de cuidados intensivos é superior: há este domingo 378 doentes em unidades de cuidados intensivos nos hospitais portugueses.

Já na análise ao que está a acontecer nas várias regiões, já durante a semana que trouxe ao país restrições e os conceitos de “concelhos de risco”, mas antes da entrada em vigor já na segunda-feira de medidas ainda mais restritivas com o estado de emergência, a região Norte continua a ser a que regista números mais elevados de novos casos (foram mais 21.321 esta semana), seguindo-se da região de Lisboa e Vale do Tejo (com mais 8.579), ainda que a variação percentual de Lisboa e Vale do Tejo se mantenha na casa dos 12% nas últimas duas semanas, ao contrário da região Norte que na semana passada registou um aumento de cerca de 22% no total de novos casos e esta semana vê essa percentagem aumentar para quase 25%.

Alentejo, Açores, Madeira e Algarve aumentaram todas mais cerca de 18% em comparação com a semana passada, com o Centro a ter um aumento de cerca de 22% no número de novos casos ao longo da semana.

No que diz respeito o número de mortos (que esta semana ascendeu a 352), a Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo nunca se registaram tantas mortes numa semana como esta, sendo que no Algarve é a terceira semana com mais mortes e no centro a quarta. A Madeira que até aqui se mantinha com zero mortes, esta semana registou o primeiro óbito na região autónoma na consequência da Covid-19.

Covid-19: Mulher de 97 anos é primeira morte registada na Madeira

A maior parte das mortes continua a verificar-se nas faixas etárias mais altas. Dos 48 mortos registados, 27 são idosos com mais de 80 anos e 13 com idade entre os 70 e os 79 anos. Os restantes oito mortos são todos homens, três com idade entre os 50 e os 59 anos e cinco na faixa etária dos 60 aos 69 anos.