Com a promoção a presidente-executivo da TAP, Ramiro Sequeira vai passar a ganhar quase o dobro do que ganhava no cargo anterior de Chief Operating Officer. A subida de cargo traduziu-se num aumento salarial para 35 mil euros brutos por mês, mas o montante é inferior aos 59 mil euros que auferia mensalmente o seu antecessor, Antonoaldo Neves.

A notícia foi inicialmente avançada pelo jornal Eco e mereceu o destaque do Correio da Manhã esta terça-feira. Ramiro Sequeira recebia como gestor operacional 12 mil euros brutos mensais, aos quais acresciam quase 6 mil euros de complementos salariais. O salário passa agora para 35 mil euros brutos, com efeitos retroativos a 17 de setembro, sendo que o total anual sobe de 238 mil euros para 490 mil euros brutos.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, reafirmou em 15 de dezembro, durante uma audição no parlamento, que os órgãos sociais da TAP, que incluem o Conselho de Administração e a Comissão Executiva, vão ter um corte salarial de 30% devido ao novo plano de reestruturação.

Assim que o novo CEO for escolhido, está previsto que Ramiro Sequeira retome as anteriores funções, mas com a possibilidade de se manter como vogal do Conselho de Administração da TAP, pelo que o ajustamento do salário terá de ser depois negociado.

Outros dois membros do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho e Alexandra Vieira Reis, tiveram os seus salários revistos. A atualização dos salários foi tomada em outubro pela comissão de vencimentos da TAP, onde o Estado não está representado, e teve o aval do Governo que desenhava o plano de reestruturação da empresa que prevê cerca de dois mil despedimentos.

Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP SA e da TAP SGPS, passou a ganhar 13,5 mil euros brutos por mês, face aos anteriores 12 mil euros. O aumento resulta das novas funções assumidas na Portugália e na TAP SGPS, devido à saída de Humberto Pedrosa por uma questão de incompatibilidades.

Alexandra Vieira Reis, que já era diretora da TAP e ganhava 14 mil euros mensais passa agora a administradora. A entrada na Comissão Executiva valeu-lhe uma atualização salarial para 25 mil euros mensais.

Já Esmeralda Dourado, que é administradora não executiva, passa a não receber remuneração, uma vez que optou pela reforma. Também José Silva Rodrigues entrou para a administração da TAP, mas não é remunerado.