Ricardo Sá Pinto deixou de ser treinador do Vasco da Gama. A reunião definitiva para decidir os contornos da saída e da rescisão realizou-se esta tarde, após a qual houve o anúncio oficial da decisão.

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Atual 17.º classificado em zona de despromoção com os mesmos pontos do Bahia mas um jogo em atraso (que em caso de vitória permitiria subir à 13.ª posição), eliminado da Taça Sul-Americana nos oitavos frente ao Defensa y Justicia, Sá Pinto conseguiu quebrar uma série de sete jogos consecutivos sem ganhar na receção ao Santos ainda antes do Natal mas vai sair na sequência da derrota fora frente ao Athl. Paranaense (3-0) na última jornada.

“O Vasco da Gama comunica que Ricardo Sá Pinto não é o mais o técnico da equipa profissional. Junto com ele, deixam o clube o auxiliar técnico Rui Mota, o preparador físico Miguel Moreira, o analista de desempenho Igor Dias e o diretor de futebol André Mazzuco. A decisão de reformular a comissão técnica foi tomada após entendimento entre o presidente da Diretoria Administrativa, Alexandre Campello, o vice do futebol, José Luiz Moreira, e o próximo presidente da Diretoria Administrativa, Jorge Salgado”, anunciou em comunicado.

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De acordo com informações recolhidas pelo Observador, e ao longo dos pouco mais de dois meses no clube após a estreia frente ao Corinthians (1-2), Sá Pinto e a restante equipa técnica nunca chegaram a receber ordenado, em mais um ponto que mostra os problemas financeiros que o clube do Rio de Janeiro atravessa e que chegou também aos jogadores, com vários meses de salário em atraso. A instabilidade institucional, com eleições marcadas por muita polémica num processo que durou largas semanas e que ainda hoje afeta a realidade do conjunto pelos problemas entre a Direção eleita e a atual, também influenciou a caminhada do Vasco da Gama esta época, ao ponto de ter havido uma invasão de um treino por uma claque antes do encontro frente ao Fluminense.

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No meio da turbulência, Sá Pinto nunca se sentiu apoiado em termos diretivos nem com as condições necessárias para garantir o objetivo da manutenção, a que se juntaram os desequilíbrios na constituição do plantel que vai agora conhecer o quarto treinador nos últimos seis meses depois de Ramon Menezes, Alexandre Grasseli e do português. Os sucessivos casos de Covid-19, incluindo reinfeções de alguns dos melhores jogadores como Tales Magno, foram também condicionando as opções dentro de um calendário particularmente denso.