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Boletim DGS. Nunca morreram tantas pessoas num só dia. Também nunca houve tantos internados

Nas últimas 24 horas morreram 122 pessoas com Covid-19 em Portugal — nunca tinham sido tantas. Também nunca tinha havido tantos internados, nem enfermaria, nem em UCI.

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Desde sexta-feira, o ritmo médio de mortes associados à pandemia é de 4,7 por hora

TIAGO PETINGA/LUSA

Desde sexta-feira, o ritmo médio de mortes associados à pandemia é de 4,7 por hora

TIAGO PETINGA/LUSA

Nunca, desde março de 2020, tantas pessoas em Portugal tinham perdido a vida em apenas 24 horas: 122, de acordo com o último balanço da Direção-Geral de Saúde. Também nunca tinham estado em simultâneo tantas pessoas internadas por causa de problemas associados à Covid-19 — nem enfermarias nem em unidades de cuidados intensivos. Esta segunda-feira fica marcada por, uma vez mais, se atingirem novos máximos nas contas da pandemia que há exatamente um ano contabilizou a primeira morte oficial na longínqua Wuhan.

Desde março do ano passado, já morreram 7.925 pessoas em Portugal com Covid-19 — 729 dos óbitos foram registados apenas durante a última semana, sendo que há já quatro dias seguidos, desde a passada sexta-feira, que o número de mortes não baixa da centena. Desde então, registam-se, em média, 4,7 mortes a cada hora que passa.

Igualmente demolidoras são as médias no que toca aos internamentos, tanto em enfermaria como em unidades de cuidados intensivos. Nas últimas 24 horas, o número de internamentos associados à Covid-19 subiu para 3.983 — mais 213 do que este domingo — e o de pessoas hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos passou para 567 — mais 9.

Há quatro dias consecutivos que estes números não param de subir para novos máximos da pandemia. Desde a passada sexta-feira, foram internadas em enfermaria mais 532 pessoas com Covid-19 — o que dá uma média de 133 por dia e de quase seis por hora. No mesmo período de tempo, 31 pessoas foram internadas em UCI.

Novos casos baixam consideravelmente — é o “efeito segunda-feira”

Nas últimas 24 horas, revela também o habitual boletim da DGS, foram registados 5.604 novos casos de infeção no país.

Depois de uma semana marcada por vários dias com valores próximos ou acima dos 10 milhares de infetados, é a maior redução desde o passado 5 de janeiro — o que não significa que o ritmo de contágio tenha abrandado: só confirma o efeito que faz com que às segundas e terças-feiras, dias em que são contabilizados os testes feitos ao longo do fim de semana, necessariamente em menor quantidade, se verifique sempre uma quebra substancial do número de novos casos.

Nas últimas 24 horas, foi na zona de Lisboa e Vale do Tejo que se concentraram a maior parte dos testes positivos comunicados  — 38,5%. A região Norte teve 26,7% dos novos casos e na zona Centro registaram-se 17,7% do total de novos infetados. Eis a restante distribuição geográfica: Alentejo teve 9,3%; o Algarve 4,2%; os Açores 2,5%; e a Madeira 1%.

Ao todo, desde o início da pandemia, já foram contabilizados 489.293 casos de infeção. Neste momento 109.312 deles estão ativos — mais 2.534 do que há 24 horas.

No domínio dos recuperados, há mais 2.948, o que faz com que, desde o início da pandemia, 372.056 pessoas, de entre um total de 489.293 casos confirmados, já tenham recuperado da Covid-19 — são 76% de todos os infetados. Sob vigilância estão 120.292 contactos, mais 3.082 do que este domingo.

Mais de metade dos mortos tinha mais de 80 anos

Nas últimas 24 horas morreram 122 pessoas com problemas associados à Covid-19, o número mais elevado desde o início da pandemia em Portugal. Mais de metade dos óbitos — 74 — foram registados em pessoas acima dos 80 anos, 30 homens, 44 mulheres. Morreu ainda um homem entre os 40 e os 49 anos, e outros dois entre os 50 e os 59.

Na faixa etária entre os 60 e os 69 anos registaram-se 14 óbitos nas últimas 24 horas (10 homens e 4 mulheres), e entre os 70 e os 79 anos foram 31 as pessoas que perderam a vida (17 homens e 14 mulheres).

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