Com a descida de infeções em Portugal, a Direção-Geral de Saúde (DGS) confirma que está a rever a norma sobre a “estratégia nacional de testes para Sars-CoV2” (que foi atualizada a última vez há apenas 15 dias). Segundo explicou ao Jornal de Notícias, as mudanças terão por base a alteração dos níveis de incidência.

Atualmente a norma em vigor determina que nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 480 casos por 100 mil habitantes sejam feitos rastreios nas escolas (para alunos do secundário), nos estabelecimentos prisionais e contextos de elevada exposição social (como as fábricas ou construção civil, por exemplo).

Recorde-se que, segundo os dados da DGS, esta semana, apenas 113 municípios se encontram nesta situação (um número bastante inferior ao que se registava a 11 de fevereiro quando a norma foi alterada pela última vez). Segundo os dados de incidência acumulada de 16 de fevereiro, havia 15 concelhos no nível de risco extremamente elevado (uma diminuição de 104 concelhos, comparando com a semana anterior) e 98 no nível de risco muito elevado (menos 28 que na semana anterior). Com o atual critério de testagem em massa apenas nos concelhos com mais de 480 casos por 100 mil habitantes ficariam excluídos 171 concelhos (115 que estão em nível elevado e 56 em risco moderado).

Boletim DGS. Menos 104 concelhos no nível de risco extremamente elevado

A DGS acrescenta que a norma que está a ser preparada irá “consolidar os eixos estratégicos definidos, tendo sempre em vista o seu alinhamento com as necessidades a nível nacional”, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

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A nova estratégia prevê já a utilização de testes com saliva, a somar aos testes padrão PCR e aos testes rápidos de antigénio (ambos feitos com recurso a zaragotoa e amostras do nariz ou garganta).