Um navio mercante com 180 metro de comprimento embateu na tarde desta quarta-feira no pilar sul da ponte 25 de Abril, anunciou a Autoridade Marítima Nacional em comunicado. Pedro Abegão, gestor operacional da ponte 25 de Abril, confirmou à rádio Observador que os danos foram apenas superficiais.

Ponte 25 de abril. Depois de embate, vistoria não deteta qualquer dano estrutural

As causas estão a ser investigadas pela Capitania do Porto de Lisboa e, ainda que desconhecidas, não são totalmente inesperadas. Os cálculos para a construção do pilar foram feitos a pensar que podiam acontecer embates deste tipo, explicou Pedro Abegão. E como o embate foi acima do nível da água, a reparação será facilitada.

Tiago Abecassis, engenheiro de infraestruturas, disse o mesmo à rádio Observador. “A base dos pilares está dimensionada para embates de navios” e que “se houvesse algum dano importante isso ter-se-ia refletido logo na transição do pilar para o tabuleiro”.

Há que fazer uma observação e é natural que hajam danos superficiais que terão que ser reparados, mas tendo em conta a dimensão do navio e a velocidade a que circulava naquela zona não deverá haver grande preocupação”, adianta.

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Depois do acidente, a Infraestruturas de Portugal (IP) fez uma vistoria ao pilar e não encontrou anomalias, além de uma pintura estragada, como confirmou, esta quinta-feira, ao Jornal de Notícias.

Já na quarta-feira, a Autoridade Marítima Nacional tinha anunciado que do embate do navio com bandeira das Ilhas Marshall com o pilar da ponte não tinham resultado vítimas, nem danos aparentes na estrutura que justificassem o encerramento da mesma. A IP confirma que “está garantida a segurança na circulação” na ponte.

À SIC Notícias,  o comandante Diogo Vieira Branco explicou que o navio “deu um toque no pilar da ponte 25 de Abril”, do qual “resultou um dano estrutural no bolbo do navio que foi alvo de uma vistoria por parte da Capitania do Porto de Lisboa que se encontra em apreciação pelo Port State Control”.

O Jornal de Notícias acrescenta que tendo em conta os danos estruturais ainda não se sabe se o navio tem condições de segurança para seguir viagem. “Navegar em mar alto é uma atividade com outros condicionalismos, que está agora a ser avaliada”, disse o comandante da Capitania de Lisboa, Diogo Branco, ao JN.

O alerta foi recebido pelas 17h00 e na sequência do incidente, a embarcação fundeou “junto da ponte 25 de Abril”. O caso foi entregue à Polícia Marítima e comunicado à Infraestrutura de Portugal, a entidade responsável pela segurança da infraestrutura da ponte, que explica que a zona de cimento dos pilares sofreu apenas danos leves.

Atualizado no dia 1 de abril, às 14h20, com informação dada pela Infraestruturas de Portugal e declarações de Diogo Branco; e às 15h30 com as declarações de Pedro Abegão à rádio Observador.