Os portugueses estão a adotar mais animais de companhia durante a pandemia. Segundo dados do Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), houve um aumento de 78% na adoção de gatos e 15% na adoção de cães em 2020.  Os dados, avançados pelo Correio da Manhã, mostram que desde o início do ano e até 29 de março, foram adotados mais 59.194 cães e 36.899 gatos. “Houve mais adoções, e as pessoas estão mais bem informadas sobre a necessidade de fazer o registo”, diz Jorge Cid, bastonário da Ordem dos Veterinários, ao jornal.

Este aumento de procura é justificado, de acordo com o bastonário em declarações à Agência Lusa, pelo facto de os animais serem um motivo para as pessoas poderem sair de casa e poderem “estar mais ao ar livre, o que, de outra maneira, não poderiam fazer ” e também porque “estão mais tempo em casa para poder desfrutar dos benefícios de ter um animal de companhia”.

A solidão sentida por vários portugueses durante a pandemia também é um dos motivos que leva ao aumento de adoções. Nos idosos que vivem sozinhos, por exemplo, Jorge Cid sinaliza que “o animal de companhia tem uma função essencial para o equilíbrio emocional dessa pessoa”, podendo mesmo ser a “única razão para que essa pessoa sinta que é necessário estar viva e que ainda tem alguma utilidade na vida que é alimentar e tratar o seu animal de companhia, que trata como um elemento da família”.

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Na totalidade, Portugal tem 602.876 cães e 255.500 gatos registados no SIAC. Desde outubro de 2019 que também já foram registados mais 1279 furões, espécie cuja notificação à base de dados passou a ser obrigatória desde outubro de 2019.