Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

“Honestamente estava à espera de mais na segunda sessão, depois de ter tido um ritmo muito bom com os pneus usados. Pensava que tínhamos mais margem para melhorar o tempo mas estávamos sempre no limite com o pneu da frente. O duro para nós é muito macio… Temos de analisar ainda mais para ver o que melhorar na moto. O que é certo é que, com a mesma configuração do ano passado, está a ser mais difícil acelerar, parar a moto, sair da curva com tração. Temos de trabalhar isso com a equipa. Mas estou contente por acabar nos dez primeiros. Ainda assim, sabemos que amanhã [sábado] temos de ir muito mais rápido para conseguir a Q2″.

Se a primeira sessão de treinos livres não contou propriamente para tirar grandes ilações, a segunda trouxe por si só várias consequências: 1) Miguel Oliveira tinha enorme margem de progressão na moto; 2) as outras equipas como a Ducati, a Yamaha e até a Suzuki (algo que não se confirmou na manhã deste sábado a 100% mas apenas nos treinos livres) conseguiram reduzir e até ultrapassar a diferença para o número 88 da KTM; 3) à semelhança do que aconteceu no Qatar, a questão dos pneus continuava a ser um problema. “Percebemos muito cedo que o médio era demasiado macio. Fomos para o duro e mesmo esse era muito macio para nós. O pneu traseiro macio é um composto novo em relação ao ano passado, não é o mesmo. Temos de entendê-lo um pouco melhor”, tinha destacado esta sexta-feira. Tanto ou mais do que os adversários, essa era a luta do piloto português.

Depois de ter conseguido qualificação direta para a Q2 marcando de novo o nono melhor tempo da terceira sessão de treinos como acontecera na véspera (sendo mais rápido do que sexta-feira, baixando do 1.40), Miguel Oliveira chegou a rodar em quinto na qualificação mas não foi além do 10.º melhor tempo, após sofrer uma queda num das últimas voltas lançadas que tinha pela frente, saindo para a corrida na primeira posição da quarta linha depois de uma penalização a Pecco Bagnaia, que fez a melhor volta com a bandeira amarela após a queda de Miguel Oliveira. Dessa forma, a pole e recorde da pista ficou para Fabio Quartararo.

Em atualização

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR