É uma reviravolta do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Ao contrário do que tem vindo a dizer até aqui, que as infeções por coronavírus só acontecem por “contacto próximo, não por transmissão aérea”, o CDC vem agora atualizar uma norma sobre a Covid-19 para enfatizar — com letras grandes e a negrito — que não só as partículas do vírus se transportam pelo ar, como podem ser inaladas mesmo quando a pessoa está a mais de dois metros de distância de um caso positivo transmissor.

A norma foi atualizada esta sexta-feira, segundo o The New York Times. O CDC explica, agora, que a transmissão do SARS-CoV-2, o vírus que provoca a doença Covid-19, ocorre pela inalação de gotículas respiratórias muito finas (aerossóis), bem como pelo contacto com essas gotículas, tocando com as mãos contaminadas na boca, nariz ou olhos.

Já no final de setembro o CDC tinha feito uma atualização onde afirmava que o novo coronavírus se podia transmitir a partir de partículas pequenas, incluindo as emitidas durante a respiração, não apenas as gotículas maiores libertadas com a tosse, espirros ou fala. Mas dois dias depois essa informação foi eliminada. 

Coronavírus transmite-se por gotículas emitidas durante a respiração? CDC diz que sim, mas recua depois

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A partir daí, o CDC passou a afirmar apenas que o vírus se pode transmitir “entre pessoas em contacto muito próximo, dentro de mais ou menos 1,80 metros”, através de “gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala”, mesmo que não tenha sintomas da doença: “Essas gotículas podem cair na boca ou no nariz de pessoas que estão por perto ou podem ser inaladas para os pulmões”, explica.