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O Serviço de Informações de Segurança (SIS) enviou um relatório para as forças de segurança a alertar para a possibilidade de os interesses judaicos em Portugal serem alvo de ataques na sequência do escalar da situação entre as forças israelitas e o Hamas, na Faixa de Gaza.

De acordo com fontes ligadas aos serviços de segurança, ouvidas pelo Diário de Notícias, o SIS elevou o risco para grau 3 (significativo), um patamar acima daquele em que se encontra o país de uma forma geral (grau 4, moderado), por considerar possível um atentado contra pessoas ou instituições, ainda que este possa não vir a ter grande impacto. Por essa razão, foi pedido às autoridades que adotassem medidas preventivas.

A atenção das forças de segurança poderá vir a ser focada na embaixada de Israel em Lisboa, em sinagogas, associações judaicas ou restaurantes israelitas. Nos contactos feitos pelo Diário de Notícias, foi frisado que a representação israelita no país conta com um sistema de segurança bem preparado para este tipo de situações.

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O novo nível de alerta estará já a ser implementado, tendo sido acionado de forma discreta após a situação se ter complicado na Faixa de Gaza. Desde o dia 10 de maio que se tem vindo a registar um aumento da violência na região, os piores distúrbios dos últimos anos. Até ao momento foram confirmadas mais de 200 vítimas mortais em ambos os lados. Segundo as autoridades médicas em Gaza, morreram 217 palestinianos, incluindo 63 crianças. Há 1.400 feridos. Em Israel, o número de mortes será bem inferior — 12, segundo os israelitas.

[As imagens do conflito mais violento em Gaza desde 2014:]