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O Bugatti La Voiture Noire, anunciado como o automóvel novo mais caro do mundo, saiu finalmente da fábrica, já foi testado e está pronto a ser entregue àquele que será, sem dúvida, o seu orgulhoso proprietário. O problema é que ainda não se sabe quem é o amante de hiperdesportivos que se despediu de 11 milhões de euros, apesar de a imprensa italiana escrever que o Noire vai embelezar a garagem de um certo jogador do Juventus chamado Cristiano Ronaldo…

Ronaldo comprou o carro mais caro do mundo?

A Bugatti comprometeu-se com os seus clientes a produzir apenas 500 unidades do Chiron o longo do seu ciclo de vida, para manter em alta o valor do veículo. E não parece um negócio desinteressante, uma vez que cada unidade é comercializada por 2,5 milhões de euros, antes de impostos.

Mas é provável que a Bugatti tenha na fabricação de séries especiais um negócio ainda mais lucrativo do que construir e vender os Chiron, pois todas elas são concebidas sobre o Chiron e, com a adopção de apenas uns retoques mais ou menos profundos na estética, por vezes no chassi e, raramente, na mecânica, vêem o seu preço disparar duas a quatro vezes.

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O La Voiture Noire foi criado para homenagear um outro Bugatti “Noire”, o Type 57 SC Atlantic de Jean Bugatti. O “Noire” de 2021 é mais largo e comprido entre eixos do que o Chiron convencional. “Apesar de apenas termos produzido uma unidade do La Voiture Noire, durante os últimos dois anos desenvolvemos o veículo e testámo-lo como qualquer outro, até ser aprovado”, garante um dos responsáveis pela Bugatti, Pierre Rommelfanger.

Recorde aqui o primeiro “Noire” de 1936: