O European Community Whole Vehicle Type Approval (ECWVTA) é a certificação mais adequada para os fabricantes que produzem anualmente um grande volume de veículos ou pretendem vender em toda a Europa. E foi essa a via que a Nio escolheu para homologar o SUV eléctrico ES8, uma espécie de Model X, com lugar para seis ou sete ocupantes, mas um preço bastante mais baixo.

Com este certificado que atesta a conformidade do veículo em relação aos requisitos europeus, nomeadamente no que diz respeito à segurança e às normas ambientais, o fabricante chinês está assim em condições de abordar qualquer mercado no Velho Continente.

Chineses da Nio vêm com tudo para a Europa. A estratégia é esta

Sabe-se, desde Maio, que a Noruega servirá de porta de entrada para o fabricante chinês, que tem nas estações de troca de baterias um dos seus principais trunfos, sendo que esta solução também vai ser importada para a Europa. De recordar que o esquema mais avançado de “Power Swap” da Nio já permite efectuar a substituição dos acumuladores em apenas três minutos – a Geely, outro fabricante chinês, consegue executar a mesma operação num minuto.

Bateria de 0 a 100% num minuto. O trunfo da Geely

O portefólio da Nio é actualmente composto por quatro modelos (ES8, ES6, EC6 e o ​​novo ET7), sendo a produção assegurada pelo Jianghuai Automobile Group, mais conhecido como JAC Motors. A fim de responder à procura, a renovação do contrato que une as duas empresas prevê a duplicação do actual volume de produção, para atingir 240.000 unidades/ano.

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O ES8 será o primeiro modelo da Nio a desembarcar na Europa, mas logo em 2022 está prevista a chegada do ET7, berlina em que o fabricante concentrou todos os seus trunfos tecnológicos. A ponto de a autonomia anunciada (1000 km, mas em NEDC) levar a crer que num protocolo de medição menos optimista, o eléctrico chinês vai bater-se taco a taco, neste ponto, com propostas premium do calibre do recém-apresentado Mercedes EQS. O sedan de quatro portas asiático cumpre os 0-100 km/h em 3,9 segundos, fruto de montar dois motores que debitam 480 kW (653 cv) e 850 Nm, alimentados por uma bateria de 150 kWh. Todas as actualizações são realizadas over-the-air e a tecnologia de condução autónoma é outro dos argumentos de venda.