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A Frente Comum anunciou, esta quarta-feira, que propôs aos sindicatos a realização de uma greve nacional da Função Pública já no próximo dia 12 de novembro justificando a decisão com a “ausência de propostas que deem resposta aos problemas” dos trabalhadores da administração pública.

Em declarações à Rádio Observador, Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, justifica a decisão considerando “inaceitável que o Governo acene com crescimento económico de 4,6 este ano e 5,5 no próximo e o aumento seja de 0,9 para a função pública”.

“A Frente Comum não aceita que o Governo pelo 13 ano consecutivo mantenha salários, carreiras e funções sociais do Estado no estado em que estão. Aumento de 0,9 não é aumento, é atualização, vai corresponder ao que foi a inflação, esquecendo que há 13 anos não há aumentos. Entendemos que é inaceitável ainda por cima quando o Governo vem acenar com crescimento económico de 4,6 e no próximo ano 5,5”, afirmou o responsável.

A conduta do Governo ao longo da negociação também desagrada à Frente Comum, que frisa que o “interlocutor do Governo devem ser os sindicatos e não os órgãos de comunicação social”. “Lembrar que ainda estamos em processo de negociação geral anual e o Governo à mesa não avançou com nenhuma proposta e ontem [terça-feira], para a comunicação social apresenta um conjunto de propostas diferentes daquelas que foram apresentadas à mesa”, disse Sebastião Santana acrescentando que “o processo de negociação ainda não está fechado”.

“O interlocutor do Governo nesta matéria devem ser os sindicatos e não os órgãos de comunicação social. O processo de negociação ainda não está fechado, a frente comum requereu também a negociação suplementar. É necessário uma resposta aos problemas dos trabalhadores da função pública e à proposta reivindicativa comum para 2022 o que propomos aos sindicatos decidir sobre a realização de uma greve no próximo dia 12 de novembro”, apontou, acrescentando que a decisão deverá ser aceite na reunião da coordenadora da Frente Comum do próximo dia 18.

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