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O movimento independente de Rui Moreira (“Aqui há Porto”) e o PSD chegaram a um acordo de governação para o futuro mandato de quatro anos na cidade. O acordo foi assinado formalmente esta quarta-feira e tem “o objetivo de garantir a estabilidade governativa e acordar medidas para o futuro da cidade”, lê-se num comunicado que anuncia e resume este acordo.

“O Movimento Aqui Há Porto, na sequência dos resultados eleitorais, deu início a uma reflexão no sentido de construir uma solução de governabilidade para a Cidade”, acrescenta o documento. Rui Moreira, recorde-se, não conquistou a maioria absoluta nestas eleições autárquicas, tendo estado nos últimos dias a tentar chegar a entendimentos mais estáveis com outros partidos para governar a cidade.

O PSD, “respeitando o princípio de quem ganha as eleições autárquicas governa, mostrou disponibilidade para apoiar uma solução que incorpore algumas das suas principais propostas para a cidade, nomeadamente na redução da carga fiscal, na transferência de competências para as freguesias, na mobilidade, na criação de uma rede de creches e na redução da fatura da água”.

O acordo define ainda que o PSD não vai ter representação nos pelouros da Câmara Municipal do Porto, nem nas empresas municipais, mas vai apresentar Sebastião Feyo de Azevedo, antigo reitor da Universidade do Porto, como candidato a presidente da Mesa da Assembleia Municipal do Porto. A candidatura “será subscrita e apoiada pelo Movimento Aqui Há Porto”.

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Desta forma, Miguel Pereira Leite, que assume atualmente o cargo, não vai ser recandidato. Francisco Ramos, presidente do “Porto, O Nosso Movimento”, destaca o empenho do atual presidente da Assembleia Municipal “numa solução de estabilidade e governabilidade” e enaltece “o trabalho que desenvolveu, ao serviço da cidade, ao longo dos últimos 8 anos na liderança da Assembleia Municipal”.

Já Miguel Seabra, presidente da concelhia do PSD/Porto sublinha Sebastião Feyo de Azevedo como “personalidade de reconhecido mérito na cidade e no país, que muito prestigiará a Assembleia Municipal e o Porto”. Em declarações à Rádio Observador, o líder do PSD/Porto referiu que o partido achou “oportuno” que o programa de Moreira fosse alargado com as principais medidas propostas pelos social-democratas e que essa foi a grande preocupação do PSD neste acordo.

“Havendo abertura para incorporar as nossas medidas na governação da cidade, e não tendo nós pedido qualquer cargo executivo na vereação ou empresas municipais, o nosso acordo tinha única e exclusivamente propostas que achamos fundamentais para a cidade, o movimento acolheu as ideias do nosso programa e vai implementá-las em termos de orçamento. Achamos que agora era oportuno que esse mesmo programa fosse alargado com estas nossas medidas”, referiu Miguel Seabra.

PSD Porto. “É oportuno que o programa de Moreira seja alargado”

O movimento de Rui Moreira venceu as eleições autárquicas deste ano com 40,72% dos votos, elegendo seis vereadores, mas não tendo conseguido reeditar a maioria absoluta conquistada nas autárquicas de 2017.