A procuradora Cândida Vilar, responsável por processos mediáticos como o caso dos Comandos ou o da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, está em condições de ser jubilada, segundo o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).

“A secção permanente do CSMP deliberou, por unanimidade, estarem verificados os requisitos para a jubilação relativos à procuradora da República Cândida Maria Cardoso Vilar, colocada no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da comarca de Lisboa”, pode ler-se no último boletim informativo da secção permanente deste organismo.

Contactada pela Lusa, Cândida Vilar confirmou a saída do ativo da magistratura, indicando já não ter mais processos mediáticos entre as mãos.

Como tenho o tempo de serviço suficiente, pedi a jubilação. Já tinha avisado no Ministério Público que ia sair, mas não é para já. O processo ainda vai para a Caixa Geral de Aposentações, não é um processo automático”, afirmou.

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Com 65 anos e magistrada há cerca de 40 anos, Cândida Vilar conta no seu currículo a passagem pela liderança da Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP, criada no mandato do antigo procurador-geral da República, Pinto Monteiro.

Durante a sua longa carreira viu-se envolvida em algumas polémicas, chegando a ser alvo de inquéritos disciplinares do CSMP. Ficou também conhecida por diversos processos mediáticos, como o do Gangue do Multibanco, o dos No Name Boys, a Máfia da Noite, ou o dos skinheads, que levou à detenção de Mário Machado.