A polícia holandesa interrompeu este sábado de madrugada uma rave ilegal que decorria na cidade de Rijswijk, a apenas 5 quilómetros de Haia, com várias centenas de pessoas.

De acordo com a Associated Press, apesar de não ter havido violência, vários participantes acabaram por ser detidos. Os restantes foram escoltados para fora da fábrica de tijolos abandonada, onde decorria o evento de fim de ano, numa operação policial que envolveu várias centenas de agentes.

Vários residentes de Rijswijk, entrevistados pela imprensa local, deram conta de um grande acréscimo de pessoas nos últimos dias na cidade, que descrevem como pequena e pacata, “no meio do nada”. “As pessoas não conseguiam sair das suas entradas, porque estacionavam em todo o lado. Também houve lixo atirado para jardins e pessoas a dormir na relva. É tudo muito bizarro. Normalmente nunca vimos uma carrinha da polícia em Rijswijk, agora temos dúzias. Pensámos imediatamente que algo de mau tinha acontecido”, disseram duas raparigas à Omroep Gelderland.

Também de acordo com os locais, a maior parte dos participantes na festa, de modo geral “simpáticos”, eram estrangeiros e não holandeses. Aos jornalistas, explicaram que viram carros de matrícula francesa, alemã, espanhola e italiana.

No Twitter, a presidente da Câmara, Josan Meijers, explicou que, sendo a festa em causa “ilegal”, teve de ser “proibida”. “Não é apropriado numa altura de crise do coronavírus. As medidas (sanitárias) aplicam-se a todos.”

O governo dos Países Baixos anunciou novas medidas de restrição uma semana antes do Natal: todas as lojas e estabelecimentos comerciais não essenciais foram encerrados até ao próximo dia 14 de janeiro e, à exceção dos funerais, todos os eventos com mais de duas pessoas de diferentes agregados familiares, mesmo que ao ar livre, foram proibidos.

Apesar de a polícia não ter ainda avançado um número concreto sobre os participantes na rave de fim de ano em Rijswijk, os moradores da cidade garantem que ali se terão juntado cerca de um milhar de pessoas.