O deputado da Iniciativa Liberal nos Açores, Nuno Barata, confessa: “Não estou contente com o acordo”. Ainda assim, o liberal, mesmo assumindo que com o que sabe hoje teria feito “diferente”, garante “não estar arrependido” com nada. O deputado liberal integra a lista de Rui Rocha mas mostra maior abertura a um novo acordo com o PSD mesmo que inclua o Chega: “Não me choca”, diz.

Para Nuno Barata, a influência do Chega nos Açores “é praticamente nula” porque “no terreno não implementa as ideias que tem no papel”. No “cenário atual”, o acordo não seria este, assume Nuno Barata, que acrescenta que “não o choca nada” que o PSD mantenha acordos paralelos com os liberais e com o Chega.

[Ouça aqui a entrevista ao deputado da IL nos Açores, Nuno Barata]

IL Açores: “Não estou contente com o acordo”

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Em entrevista ao Observador, transmitida a partir da Convenção da Iniciativa Liberal, Barata deixou outra certeza: “O que está ser negociado com o Chega e outros partidos tem de dar garantias de democracia“.

A posição do deputado açoriano é menos restritiva do que aquela que Rui Rocha defendeu em entrevista ao Observador — o candidato à liderança da IL recusou em absoluto um acordo com os sociais-democratas caso o Chega também tenha um. Apesar de tudo, Nuno Barata assegura que “se o PSD fizer um acordo com o Chega com conteúdos que a IL não aceita, então vai ter que se entender com os outros“.

Nuno Barata não quer antecipar os resultados de 2024, nem o quadro parlamentar que sair dessa eleição regional, mas coloca “nos açorianos a responsabilidade de avaliar se a Iniciativa Liberal merece um peso maior e se os outros partidos que estão no Governo Regional [CDS e PPM] fizeram alguma coisa por merecer isso”.

Sobre as eleições internas, o apoiante de Rui Rocha acredita que “esta é a melhor solução para a Iniciativa Liberal e para o país” e que o partido “não corre o risco” de cair para Carla Castro ou José Cardoso.

O deputado regional açoriano recusa ainda as críticas de falta de transparência e de lavar de roupa suja: “Não há lavagem porque não há roupa suja. Têm existido apenas coisas com base em rumores”, diz, defendendo João Cotrim Figueiredo. “Não sendo um messias, fez um bom trabalho. É injusto criticá-lo”, rematou.