A manhã deste 481.º dia de guerra ficou marcada pelas repercussões que ainda se sentem da explosão da barragem de Nova Kakhovka. Esta segunda-feira, a ONU acusou diretamente a Rússia de estar a impedir a chegada de ajuda humanitária à região. Para além disso, a Associated Press divulgou uma imagem captada há duas semanas por um drone de um carro, que poderia estar armadilhado, perto da barragem.
No campo de batalha, a situação intensificou-se no leste da Ucrânia. Depois do início da ofensiva ucraniana, Kiev admite agora que está em curso uma contra-ofensiva russa, na direção de Lyman e Kupyan. A vice-ministra da Defesa admite que a situação no terreno é “difícil”.
Já em Belgorod, a região russa perto da fronteira com a Ucrânia que nos últimos meses tem sido alvo de vários ataques de grupos russos pró-ucranianos, voltou a ser atacada esta segunda-feira. Pela menos sete pessoas ficaram feridas na sequência dos ataques de artilharia, incluindo uma criança.
O que aconteceu durante a tarde e a noite?
- O ministro da Defesa ucraniano elogiou hoje o discurso da presidente do Parlamento Europeu na Assembleia da República em Portugal, sublinhando as críticas de Roberta Metsola à posição do Partido Comunista Português (PCP) sobre a guerra;
- O Presidente ucraniano fez ao final da noite mais um dos seus pontos de situação diários sobre a invasão. Num dia em que Kiev reconheceu que a situação no leste do país (onde os russos estão a contra-atacar), Volodymyr Zelensky garantiu, ainda assim, que a Ucrânia continua a alcançar os seus objetivos militares;
- A Ucrânia fez uma avaliação da sua contraofensiva e anunciou que, ao longo das últimas duas semanas, reconquistou oito aldeias;
- O opositor político russo, Alexei Navalny, anunciou hoje que pretende levar a cabo uma campanha na opinião pública para fazer os russos mudarem de ideias relativamente à guerra na Ucrânia;
- Três pessoas ficaram feridas em Beryslav, na região sudeste de Kherson, na sequência de um ataque feito pelas tropas russas, indica o Kyiv Independent, citando uma publicação do administrador regional no Telegram;
- Pelo menos 30% das amostras retiradas de corpos de água e áreas recreativas em Kherson, Odesa e Mykolaiv não cumprem os critérios de higiene após o ataque à barragem de Kakhovka, anunciou o Ministério da Saúde da Ucrânia;
- O principal comandante das Forças Armadas ucranianas afirma que a Rússia está a reforçar a sua presença na região com o envio de reservistas e a colocar minas no território.
O que aconteceu durante a manhã?
- A Organização das Nações Unidas (ONU) acusa a Rússia de estar a impedir que chegue a ajuda humanitária à região afetada pela destruição da barragem de Nova Kakhovka, há cerca de duas semanas.
- Uma imagem de drone publicada esta segunda-feira pela agência Associated Press mostra que terá estado parado ao pé da barragem de Nova Kakhovka um carro, que se acredita estar armadilhado com explosivos, perto da barragem que foi depois destruída.
- Os serviços de segurança russos (o FSB) dizem ter evitado uma série de “planos terroristas e de sabotagem” por parte da Ucrânia, planos que incidiam em zonas na Ucrânia que estão sob controlo militar russo.
- O Exército ucraniano indicou hoje ter reconquistado a cidade de Pyatykhatky, situada na “frente sul” do conflito com as forças russas que invadiram o país em 2022.
- A vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, reconheceu hoje que a situação no leste do país é neste momento “difícil” para as tropas ucranianas. A Rússia está a levar a cabo um contra-ataque nas zonas de Lyman e Kupyan.
- Pelo menos sete pessoas ficaram feridas na sequência de ataques à região russa de Belgorod esta segunda-feira. Hoje houve também ataques de artilharia na região de Kursk, também próxima da fronteira com a Ucrânia. Não há feridos a registar.
- Um responsável pró-russo da região de Zaporíjia ficou ferido na sequência de uma explosão no seu carro, registada quando viajava na península da Crimeia.
- A China renovou a promessa de não fornecer armas à Rússia para usar na guerra contra a Ucrânia, afirmou hoje em Pequim o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
- O secretário-geral da NATO confirmou que a Ucrânia não vai receber um convite formal para se juntar à Aliança na próxima cimeira, em julho.
- Volodymyr Zelensky, o Presidente ucraniano, diz que “tudo vai ser reconstruído” no país, assim que que a guerra terminar”. A declaração surge em vésperas de se iniciar a conferência conjunta do Reino Unido e da Ucrânia, para se falar na reconstrução do país.
- Ainda a propósito dessa conferência, Zelensky falou com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e voltou a pedir ao Reino Unido armamento de longo alcance.
- O governo ucraniano acusou a Hungria de estar a impedir-lhe o acesso a onze prisioneiros de guerra que foram entregues ao país pela Rússia.
- O opositor russo Alexei Navalny enfrentou hoje o primeiro dia de um novo julgamento. A acusação é de apoio ao extremismo e pode valer mais 30 anos de prisão.
- O Supremo Tribunal da Moldávia anunciou hoje que declarou inconstitucional o partido pró-russo Shor, que há meses lidera protestos contra o governo pró-ocidental do país.
- Portal noticioso anti-Putin cita fontes do Kremlin que garantem que foi duplicada a dose de vodka, conhaque e vinho que é diariamente distribuído pelos altos funcionários do governo de Moscovo.