A Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna adquiriu três sistemas de inibição e um de deteção que irão ser atribuídos à Guarda Nacional Republicana (GNR) e três sistemas antidrone à Polícia de Segurança Pública (PSP) para proteger o Papa na sua vinda a Portugal.
Para além do controlo documental de pessoas nas fronteiras terrestres, áreas e marítimas, o Governo vai reforçar a segurança na Jornada Mundial da Juventude e já adquiriu sete equipamentos que vão operar nos recintos do evento e em Fátima para evitar a repetição do ocorrido no 13 de maio em Fátima, onde foram registados 20 voos ilegais de drones.
JMJ: Portugal vai reintroduzir controlo documental nas fronteiras
Como avança o Jornal de Notícias, o concurso público foi aberto em abril e candidataram-se seis empresas, tendo sido a escolhida a Geocompass, sediada no Montijo. Os sistemas têm uma garantia de 3 anos, custaram 152.460 euros e são capazes de detetar os voos sem autorização. Após identificarem os voo ilegais, enviam um aviso à GNR e à PSP, que cortam o sinal e levam o drone a voltar à sua origem ou forçam a aterragem.
Para além dos antidrones, a GNR também usará um sistema de rastreamento que tem uma capacidade de deteção entre seis a dez quilómetros, permitindo identificar vários drones ao mesmo tempo, o seu modelo, a localização, a altura e a latitude onde se encontra. Para além disso, consegue ainda detetar o local de levantamento e a localização dos controladores.