O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que a Europa deve ser “mais criativa, mais empenhada e mais pragmática” na resolução do problema das migrações para prevenir, em vez de enfrentar depois essa realidade.

A Europa deve ser mais criativa, mais empenhada, nem é só mais solidária porque também lucra com isso, mas também mais pragmática, tratando de prevenir em vez de depois ter de enfrentar a realidade mais tarde”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à saída da 18.ª reunião do Grupo de Arraiolos que decorreu esta sexta-feira numa unidade hoteleira, no Porto.

A questão das migrações é uma matéria em que a Europa precisa de, além de definir as políticas gerais, enfrentar o problema de fundo, disse.

Marcelo Rebelo de Sousa vincou que a migração existe e está mais complexa do que estava há uns anos, sendo necessário agir.

Na sua opinião, a melhor maneira de agir passa por os países cooperarem na construção de condições humanitárias, sociais, económicas e de políticas de estabilidade.

Nesta matéria, o Presidente da República destacou o problema das migrações no continente africano, alegando que “não vale a pena fechar os olhos porque ele existe e é uma realidade”.

E aí, acrescentou, Portugal tem uma autoridade especial porque está lá presente, inclusive com a presença das Forças Armadas, a trabalhar nisso.

Era bom que os países europeus, sobretudo aqueles que se queixam tanto do fenómeno, ajudassem mais Portugal lá para depois não terem de enfrentar o problema cá”, reforçou.

Motivo pelo qual o Presidente da República defendeu uma maior cooperação entre a Europa e a África.

Este tema não foi consensual entre os chefes de Estado com poderes não executivos da União Europeia que estiveram esta sexta-feira reunidos no Porto, não por razões de princípio, mas por razões de proximidade de eleições europeias, por exemplo, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.