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“A mãe e o pai estão mortos. Desculpa”. Esta mensagem foi enviada por Rotem Matias, um jovem israelo-americano de 16 anos, à sua irmã, no dia em que o grupo terrorista do Hamas atacou Israel.
No fim de semana passado, quando o Hamas entrou em território israelita, Rotem Matias e os seus pais estavam dentro de sua casa. Com explosivos, os membros do grupo terrorista conseguiram rebentar as portas das habitações e mataram quem encontraram pela frente. A sua casa não foi exceção e, nesse momento, Deborah Matias, mãe de Rotem, estava a falar com a sua mãe ao telemóvel. A chamada continuou em linha quando foram disparados os tiros que mataram o casal. A mãe de Deborah ouviu o disparo que matou a filha, conta a CNN.
Deborah tentou proteger o filho — que foi também baleado, mas conseguiu sobreviver –, colocando-se à frente dele. O jovem de 16 anos foi atingido no estômago e manteve-se debaixo do corpo da mãe para se salvar. Nesta altura, a chamada com a mãe de Deborah — e avó de Rotem — permanecia. “Estivemos todo o dia ao telefone com o nosso neto, Rotem, que se deitou primeiro debaixo do corpo dela e depois encontrou um lugar para fugir debaixo de um cobertor”.
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Depois da chamada, os avós disseram-lhe para enviar mensagens, porque ia ficar sem bateria. E Rotem manteve-se escondido durante cerca de 14 horas, até ser encontrado. Foi durante este período que enviou uma mensagem à irmã, dizendo que os pais tinham morrido e pedindo desculpa.
“A mãe e o pai, eles deram a vida para me salvar”, disse Rotem em entrevista à CNN. O jovem já foi entretanto operado para retirar a bala que ficou alojada no seu estômago, mas diz querer guardá-la, como memória da tragédia que aconteceu no dia 7 de outubro, como memória dos seus pais e como símbolo “do ponto mais difícil e mais baixo” da sua vida. “Agora eu já consigo andar. Há alguns dias, nem conseguia estar em pé”.