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O 619.º dia de guerra na Ucrânia ficou marcado por uma nova visita da presidente da Comissão Europeia a Kiev, a sexta vez desde o início da guerra. Ursula von der Leyen esteve reunida com o líder ucraniano, tendo sublinhado os “excelentes progressos” do país no processo de adesão à União Europeia e garantindo que vão “continuar a fazer a Rússia pagar pela agressão”.

Von der Leyen aproveitou a vista para anunciar que a Comissão Europeia vai propor “em breve” um 12.º pacote de medidas contra a Rússia, com mais “restrições às importações e exportações” e ainda ações para restringir o teto do preço do combustível.

Por seu turno, o Presidente Zelensky garantiu que a Ucrânia “vai estar totalmente preparada para início das conversações de acesso à UE”. Foram feitos “progressos” na área da justiça, proteção dos direitos humanos e liberdade das comunidades nacionais, aumento da transparência das instituições estatais e o reforço do sistema anti-corrupção, sublinhou.

Estas são as principais notícias em destaque este sábado:

  • A Força Aérea ucraniana revelou que com os sistemas de defesa aéreos foi possível intercetar três mísseis Iskander-K lançados pela Rússia em direção às regiões de Dnipropetrovsk e Poltava.
  • O comandante das Forças de Operações Especiais da Ucrânia, Viktor Khorenko, foi demitido do cargo a pedido do ministro da Defesa ucraniano. “Não conheço as razões. Descobri através dos média. Falei com o comandante-chefe [Valerii Zaluzhnyi], que também não me soube explicar”, disse Khorenko em declarações à Ukrainska Pravda.
  • Foram ouvidas explosões na península da Crimeia — anexada pela Rússia em 2014 –, tendo as autoridades emitido um alerta de ataque aéreo. As autoridades ucranianas reivindicaram o ataque, admitindo ter atingido um estaleiro em Kerch.
  • O Presidente ucraniano rejeitou que guerra esteja num “impasse”, conforme disse um general ucraniano à revista The Economist. Volodymyr Zelensky rejeitou também as notícias de que há oficiais dos Estados Unidos a fazer ‘lobby’ para que haja uma negociação de paz com a Rússia. Não é o momento certo para negociar com a Rússia, disse, negando que haja líderes ocidentais a pressioná-lo para mudar de ideias.
  • A presidente da Comissão Europeia e Olena Zelenska, a primeira-dama da Ucrânia, estiveram na cerimónia de entrega de mais de 370 autocarros escolares para a Ucrânia. A campanha solidária, com o nome “Autocarros Escolares para a Ucrânia”, foi lançada em novembro de 2022, pela União Europeia.
  • A Ucrânia acusou formalmente o Patriarca Cirilo, líder da Igreja Ortodoxa da Rússia, de “promover a agressão armada da Rússia” contra a Ucrânia e de “negar os crimes de guerra cometidos pelos invasores”. A acusação, diz a agência Ukrinform, foi formalmente apresentada pela Procuradoria-Geral da Ucrânia e pelo Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em inglês).
  • O Presidente Volodymyr Zelensky agradeceu aos Estados Unidos o pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 125 milhões de dólares (cerca de 116 milhões de euros). “Estou agradecido ao Presidente Joe Biden, ao Congresso e ao povo americano pelo pacote de ajuda militar. Vai fortalecer os nossos bravos combatentes e ajudar a proteger vidas e as infraestruturas de ataques russos”, sublinhou.
  • O Presidente da Turquia garantiu que vai tentar facilitar o processo de ratificação parlamentar da adesão da Suécia à NATO. Erdogan promete tentar facilitar o processo “tanto quanto for possível”, mas sinalizou que considera que Estocolmo ainda não aplicou ação suficiente no que toca aos militantes curdos.
  • Os ataques russos às regiões de Zaporíjia e Kherson provocaram 14 feridos na sexta-feira, segundo as autoridades locais. O governador da região de Zaporíjia indicou que nove pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque à aldeia de Zarichne. Já em Kherson, há registo de cinco feridos num ataque em que as forças russas terão usado morteiros, drones, aviões e tanques.
  • Estarão a decorrer conversações entre membros da diplomacia dos Estados Unidos, de vários países europeus e de Kiev. O objetivo é perceber, por exemplo, o que a Ucrânia poderá ter de abdicar para que a paz seja alcançada. A notícia é avançada pela norte-americana NBC, que cita dois altos funcionários dos EUA (um atual e um antigo, que estarão a seguir o processo).