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Grupo climático Extinction Rebellion tinge de verde Grande Canal de Veneza em protesto contra "fracasso da COP28"

No dia em que começam as negociações finais da COP28, manifestantes tingiram os rios de várias cidades italianas de verde-fluorescente. Dizem que "enquanto os governos falam, o mundo desaba".

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Com a aproximação do fim da COP28, que decorre no Dubai desde 3o de novembro, as águas do Grande Canal de Veneza foram novamente pintadas de verde-fluorescente. E desta vez não se trata de um teste à rede de águas residuais.

Já se sabe porque é que as águas do Grande Canal de Veneza ficaram verdes. Mas ainda não está tudo explicado

O grupo climático Extinction Rebellion, que também tem núcleo em Portugal, anunciou, através de uma publicação no Facebook, que tingiu os rios italianos de verde para protestar contra “mais um fracasso da COP28 para combater a crise climática”.

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Enquanto os governos falam, nós contamos os danos e as vítimas da emergência climática”, escreveu o grupo, descrevendo as ações que tiveram lugar em diversas cidades italianas, de forma a protestar “contra uma conferência climática que deveria ter como objetivo anular as emissões e, em vez disso, é presidida e controlada pelos lobbies fósseis”.

Em Veneza, Roma, Turim e Milão, os manifestantes tingiram as águas dos rios com fluoresceína, que consiste num “sal inofensivo” — tendo o grupo assegurado que, “em poucas horas, as águas voltariam a ficar como antes”. No entanto, o que se distinguiu foram as mensagens que ergueram em cada uma das cidades, apesar de todas começarem da mesma forma.

Na primeira, três membros ficaram suspensos na Ponte de Rialdo, a segurar uma faixa que dizia: “Enquanto o governo fala, estamos por um fio”. Já em Roma, a ilha do rio Tibre acolheu outra a dizer: “Enquanto o governo fala, o mundo desaba”.

Em Turim e Bolonha, “afundaram” casas no meio das águas, como sinal de que “enquanto os governos falam, a Terra afunda-se”, e em Milão “atacaram dois barcos nas margens”.

A cidade de Bari foi a que teve o protesto mais pacífico, tendo os ativistas apenas “saído à rua para distribuir panfletos para chamar a atenção para o grave nível da crise ecológica”.

Quisemos representar um mundo traído por aqueles que o governam, que irresponsavelmente continuam a queimar carvão, petróleo e gás. Um mundo onde as emissões aumentam constantemente e provocam inundações, secas, ondas de calor em todas as partes do planeta, causando morte e destruição”, justificou o grupo.

O protesto aconteceu no mesmo dia em que os países exportadores de petróleo, Arábia Saudita e Iraque, rejeitaram a inclusão nas recomendações finais da redução ou eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Algo que para a secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Foutoura Gouveia, é essencial, tendo a mesma dito, na véspera dos dois dias dedicados às negociações, que os combustíveis fósseis são mesmo para eliminar até 2050.

Arábia Saudita e Iraque rejeitam referência à eliminação dos combustíveis fósseis

O presidente da Câmara de Veneza reagiu às ações do grupo, tendo dito que causaram diversos distúrbios na cidade. “Devido às acrobacias dos auto-intitulados eco-activistas, ou melhor, eco-vândalos, tivemos de interromper o serviço de transportes públicos e a navegação no Grande Canal e também ativar os controlos ambientais para as águas e a verificação das colunas recentemente restauradas da ponte de Rialto”, disse, num comunicado citado pela CNN.

Veneza é uma cidade frágil, que deve ser amada e, sobretudo, respeitada. Já chega”, atacou, acrescentando que considera a “piada boa, desde que não dure muito tempo”. “Iremos até ao fim e denunciá-los-emos. Esperando que, desta vez, haja um castigo efetivo”, prometeu.

Esta não é a primeira vez que monumentos de cidades italianas são alvo de protestos pelo clima. Em maio, as águas da famosa Fontana di Trevi, em Roma, foram pintadas de preto pelo grupo climático Ultima Generazione, que apelou ao facto de que o “país está a morrer”.

Ativistas ambientais lançam líquido negro na água da Fontana di Trevi em Roma

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